Uma nova exigência do Governo Federal está impactando os beneficiários do Bolsa Família, especialmente as famílias unipessoais (compostas por apenas uma pessoa). A partir de agora, quem precisar solicitar ou atualizar o cadastro no programa social deverá passar por uma entrevista presencial realizada por um agente do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
A medida já está em vigor e tem como objetivo verificar a veracidade das informações declaradas no Cadastro Único (CadÚnico). Caso inconsistências sejam identificadas, o beneficiário poderá ser convocado para revisão cadastral e correr o risco de perder o benefício.
O que muda para os beneficiários em 2025?
Para continuar recebendo o Bolsa Família, os inscritos devem cumprir os seguintes critérios:
- Ter uma renda per capita de até R$ 218 por mês;
- Estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico);
- Manter os dados atualizados a cada dois anos, no mínimo;
- Realizar o recadastramento presencialmente quando solicitado.
Essas mudanças foram implementadas pelo Ministério do Desenvolvimento Social com o objetivo de combater fraudes e garantir que os recursos sejam destinados às famílias realmente necessitadas.
Como funciona a entrevista presencial?
A entrevista será realizada na residência do beneficiário por um agente do CRAS. Durante a visita, o agente verificará as informações fornecidas no CadÚnico, como composição familiar, renda e condições de moradia.
Se forem encontradas inconsistências entre os dados declarados e a realidade observada, o beneficiário poderá ser convocado para uma revisão cadastral. Caso não regularize sua situação, corre o risco de ter o benefício suspenso.
Preocupação entre os beneficiários
A nova regra gera preocupação entre os participantes do programa, principalmente aqueles que enfrentam dificuldades de acesso aos serviços do CRAS ou possuem inconsistências involuntárias no cadastro.
O Ministério do Desenvolvimento Social defende a medida como uma forma de garantir mais transparência e eficiência na distribuição dos recursos.
