O presidente Lula da Silva“>Luiz Inácio Lula da Silva estuda intervir nas eleições estaduais da Bahia e do Ceará nove meses antes do pleito de 2026. A estratégia visa reverter cenários desfavoráveis apontados por pesquisas recentes. O Nordeste representa a região que entrega a maior proporção de votos ao PT desde 2006.
Liderança de Ciro Gomes preocupa base governista no Ceará
Segundo matéria da revista Veja, a situação no Ceará apresenta desafios imediatos para a atual gestão. Levantamento do Paraná Pesquisas coloca o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) na liderança isolada da disputa. O tucano aparece com 44,8% das intenções de voto, enquanto o atual governador e candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT), registra 34,2%.
Os números sugerem uma possível vitória de Ciro ainda no primeiro turno, pois sua pontuação supera a soma de todos os adversários. O cenário de segundo turno amplia a vantagem do ex-ministro. A simulação aponta Ciro com 51,9% contra 37,2% de Elmano, estabelecendo uma diferença superior a 14 pontos percentuais.
Ciro Gomes consolidou uma aliança com o PL e adotou um discurso focado na segurança pública. O Ceará ocupa a terceira posição no ranking nacional de violência, o que fortalece a retórica do opositor. Ele promete combater a criminalidade e aumentar salários de policiais civis e militares.
Plano de contingência envolve Ministro da Educação
O avanço da oposição motivou discussões sobre a substituição da candidatura petista no estado. O plano de contingência avaliado pelo governo considera a troca de Elmano de Freitas pelo atual ministro da Educação, Camilo Santana. Santana anunciou que deixará a Esplanada dos Ministérios em breve para coordenar a campanha de Elmano, mas sua entrada direta na disputa permanece como opção.
Camilo Santana possui capital político significativo, tendo sido eleito senador em 2022. Publicamente, o ministro afirma que trabalhará pela reeleição do atual governador. No entanto, nos bastidores, ele aprova a estratégia de assumir a cabeça de chapa caso a situação de Elmano se mostre irreversível.
A possibilidade de impedir a tentativa de reeleição do atual governador gera divergências internas. José Guimarães (PT), líder do governo na Câmara e pré-candidato ao Senado, critica a manobra. Ele classifica a retirada do direito de reeleição de Elmano como um erro político.
Cenário adverso na Bahia e impacto nacional
A Bahia também integra o mapa de riscos monitorado por Brasília. Pesquisas indicam que ACM Neto lidera a corrida pelo governo estadual, superando o candidato do grupo petista. A perda simultânea da Bahia e do Ceará quebraria uma sequência de vitórias do partido que dura mais de uma década nesses territórios.
O governo federal trata a recuperação desses estados como prioridade absoluta. A avaliação interna é que qualquer retrocesso no Nordeste pode comprometer o projeto nacional do PT e dificultar a conquista de um quarto mandato para Lula.
