Ciro Gomes descarta candidatura em 2026 e apoia Roberto Cláudio para governo do Ceará

Declaração ocorreu após especulações sobre possível candidatura ao Palácio da Abolição ou à Presidência.

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O ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes (PDT) declarou nesta quarta-feira (28) que não será candidato nas eleições de 2026. A afirmação foi feita durante palestra realizada em Brasília, afastando especulações sobre seu possível retorno ao cenário eleitoral, tanto estadual quanto nacional.

“Não pretendo mais incomodar os eleitores. Agora sou consultor e influencer”, disse Ciro, em tom descontraído.

Especulações sobre candidatura ao Palácio da Abolição

Nos últimos meses, havia especulações sobre uma possível candidatura de Ciro Gomes ao governo do Ceará ou até mesmo à Presidência da República. A possibilidade foi cogitada com força no início de maio, durante encontro de lideranças oposicionistas na Assembleia Legislativa do Ceará”>Assembleia Legislativa do Ceará.

Setores da oposição consideravam Ciro um nome com densidade eleitoral e trajetória consolidada, o que reforçava os rumores sobre sua participação nas eleições de 2026. No entanto, a fala pública do ex-ministro durante a palestra deixou claro que ele não pretende disputar cargos eletivos.

Apoio a Roberto Cláudio

Mesmo ao anunciar sua saída do cenário eleitoral, Ciro Gomes aproveitou para declarar apoio ao ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio. “Para governador, eu estou apoiando o quadro mais preparado, que é o Roberto Cláudio”, afirmou.

Roberto Cláudio se desfiliou do PDT nesta quinta-feira (29), após reunião com o presidente nacional do partido, Carlos Lupi. A saída ocorre em meio a uma reorganização partidária e articulações visando a formação de uma candidatura de oposição ao governador Elmano de Freitas (PT).

Reorganização partidária e articulações políticas

Atualmente sem partido, Roberto Cláudio está em busca de novas siglas para viabilizar sua candidatura ao governo do Ceará em 2026. A movimentação é vista como estratégica por analistas políticos e dirigentes partidários.

A saída do ex-prefeito do PDT é interpretada como parte de uma reconfiguração das forças oposicionistas no estado, com o objetivo de consolidar alianças no campo não governista.

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