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Lula ampliou votação no 2º turno, mas números não comprovam migração de votos da direita

O influenciador Paulo Souza questionou nas redes sociais o crescimento da votação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026. Ele atribuiu ao presidente a conquista de praticamente todos os votos de candidatos da direita eliminados…

Lula ampliou votação no 2º turno, mas números não comprovam migração de votos da direita

O influenciador Paulo Souza questionou nas redes sociais o crescimento da votação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026. Ele atribuiu ao presidente a conquista de praticamente todos os votos de candidatos da direita eliminados na primeira etapa e ironizou: “É uma verdadeira demogracinha”.

Os números oficiais indicam que Lula passou de aproximadamente 53,88 milhões de votos no primeiro turno para 64,26 milhões no segundo, aumento de 10,38 milhões. Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, foi de 56,10 milhões para 59,83 milhões, acrescentando cerca de 3,72 milhões.

Com o resultado, Lula reverteu a vantagem inicial do adversário. A eleição também marcou a primeira vez, desde a redemocratização, que um candidato presidencial venceu o segundo turno após terminar a primeira etapa em segundo lugar.

Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, candidatos eliminados no primeiro turno, somaram aproximadamente 5,6 milhões de votos. Esse total, porém, não permite concluir que praticamente todos os eleitores tenham escolhido Lula no segundo turno.

Na etapa final, houve quase 3 milhões de eleitores adicionais e uma redução de aproximadamente 1,8 milhão nos votos brancos e nulos. Esses fatores também ajudam a explicar o aumento da votação dos dois candidatos que disputaram o segundo turno.

A repercussão reacendeu discussões sobre transferência de votos, mobilização eleitoral e os fatores por trás da virada. Especialistas ressaltam que comparar totais de votos não permite identificar individualmente as escolhas dos eleitores. Embora o resultado tenha sido historicamente incomum, o crescimento expressivo entre turnos não é inédito no Brasil.