Pular para o conteúdo
Nordeste7
Tamanho do texto
100%
Anuncie

Lula lidera votação em presídios no primeiro turno, com 72,57% dos votos

Lula venceu em 214 das 243 unidades prisionais e socioeducativas; o comparecimento foi de 78,07%, próximo à taxa nacional de 78,92%.

Lula Ricardo Stuckert 660x372.jpg

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou à frente nas votações realizadas em unidades prisionais e socioeducativas no primeiro turno das eleições deste ano. O presidente recebeu 72,57% dos votos válidos nas 243 seções instaladas nesses locais, ante 45,16% no resultado nacional.

Flávio Bolsonaro (PL) terminou em segundo lugar, com 23,29% dos votos válidos nas unidades, enquanto obteve 47,03% no país. No total, Lula venceu em 214 das 243 unidades; Flávio, em 25. Houve empate em quatro.

Augusto Cury (Avante) repetiu o terceiro lugar nacional, com 1,58% dos votos nas unidades prisionais. Ronaldo Caiado (PSD) registrou 1,5%, e Renan Santos (Missão), 0,65%.

Nos 18 presídios femininos, Lula venceu em todos, com 80,95% dos votos, contra 13,62% de Flávio. Já nas 56 unidades socioeducativas, destinadas a adolescentes de 16 e 17 anos, o presidente teve 65,77%, e o senador, 30,81%. A diferença entre os dois foi menor nesse grupo de unidades.

O comparecimento foi de 78,07%: votaram 11.679 dos 14.959 eleitores aptos. No país, a participação chegou a 78,92%. Os eleitores dessas unidades corresponderam a 0,01% do total nacional.

Quem pode votar

A legislação brasileira garante o voto a presos provisórios, que ainda não foram condenados em definitivo, e a adolescentes com 16 anos ou mais. Os direitos políticos ficam suspensos com a condenação criminal transitada em julgado.

Para votar na unidade onde está, o eleitor precisa solicitar a transferência temporária do título para uma seção instalada no local, dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. A necessidade do pedido e situações como soltura ou transferência de unidade podem estar entre as razões para as abstenções registradas.

O total de eleitores aptos considera quem solicitou a transferência do título, e não toda a população carcerária.