Uma lenda chinesa atribui à imperatriz Leizu a descoberta do fio da seda, há mais de 4 mil anos. Segundo a história, um casulo de mariposa caiu em sua xícara de chá quente enquanto ela estava sentada sob uma amoreira. Ao tentar retirá-lo, a imperatriz teria percebido que o casulo se desfazia em um fio longo, brilhante e resistente.
A narrativa diz que a observação levou à ideia de usar o fio para tecer. Leizu, também conhecida como Xi Lingshi, é apresentada como esposa principal do Imperador Amarelo, Huangdi, que teria governado a China no século 27 a.C.
De acordo com a história exposta no China National Silk Museum, Leizu desenvolveu técnicas de sericultura, atividade ligada à criação de bichos-da-seda. Ela também é creditada pela invenção do tear de seda e por ensinar a população da região a produzir tecidos leves e sofisticados.
Seda e economia
O manuseio e o comércio da seda transformaram a economia da China Antiga. A história relata que revelar a outros povos como o tecido era produzido ou contrabandear ovos das larvas para fora do país podia ser punido com a morte.
Durante muito tempo, o uso da seda ficou restrito a nobres e integrantes da monarquia. Atualmente, peças feitas com o tecido continuam associadas à sofisticação e são vendidas por valores altos.
Na cultura chinesa, Leizu é conhecida como a “Mãe do Bicho-da-Seda” e patrona da tecelagem. A descoberta narrada, porém, faz parte de uma lenda sobre a origem da seda, e não é apresentada como um episódio comprovado.
