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Dinheiro

Lei cria incentivos fiscais para ampliar data centers no Brasil

Lei cria o Redata, regime que suspende impostos para equipamentos de data centers e busca atrair investimentos para ampliar a infraestrutura digital no Brasil.

Lei cria incentivos fiscais para ampliar data centers no Brasil

Entrou em vigor a lei que concede incentivos fiscais para empresas instalarem ou ampliarem centros de processamento de dados no Brasil. A medida cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata), voltado à redução de custos na compra de equipamentos e componentes tecnológicos.

O regime suspende a cobrança do Imposto de Importação, do PIS/Cofins e do IPI sobre componentes eletrônicos e bens de tecnologia da informação e comunicação usados nos projetos. O benefício é aplicado principalmente na fase de aquisição dos equipamentos, considerada a mais cara da estrutura.

Custos e expectativa de investimentos

Segundo cálculos do setor, um data center padrão voltado à inteligência artificial custa, em média, US$ 1 bilhão. Os equipamentos podem representar entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões. A avaliação é que a redução de impostos pode diminuir a desvantagem de custo do Brasil em relação aos Estados Unidos.

Antes da aprovação do Redata, instalar um data center no Brasil era apontado como 26% mais caro do que fazer um investimento de mesmo porte nos Estados Unidos. Com a nova regra, essa diferença cairia para 17%, conforme estimativa apresentada pelo Movimento Brasil Competitivo.

O país tem cerca de 200 data centers. A expansão da inteligência artificial aumentou a necessidade de novos centros, capazes de sustentar serviços digitais como vídeos e transações realizadas por PIX.

Energia e contrapartidas

Um data center destinado à inteligência artificial pode consumir 15 vezes mais energia do que outro centro processador de tamanho semelhante. Por isso, a lei determina que as empresas utilizem energia de fonte renovável ou de baixa emissão.

Outra contrapartida prevista é a destinação de 10% dos serviços dos data centers ao mercado interno. O setor também aponta como vantagens brasileiras a matriz elétrica renovável e o uso de tecnologias que reduzem o consumo de água.

De acordo com a Associação Brasileira de Data Center, sistemas de refrigeração em circuito fechado são usados em mais de 90% a 95% dos centros já construídos no Brasil. A entidade estima que o parque instalado, hoje em torno de 1 gigawatt de carga de tecnologia da informação, possa quadruplicar ou quintuplicar até 2030.