O Imposto Seletivo, conhecido como “imposto do pecado” e previsto na reforma tributária, voltou ao centro do debate econômico. O governo deve definir as alíquotas do tributo, que poderá atingir bebidas alcoólicas, cigarros, refrigerantes, veículos e apostas online. O governo estima arrecadar cerca de R$ 41,9 bilhões. Já a expectativa do mercado, segundo o balanço da semana, é de impacto relevante sobre preços e arrecadação.
Na política dos Estados Unidos, os democratas retomaram o controle da Câmara e do Senado após a derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato. O resultado representou um revés para o presidente Donald Trump e deve dificultar a aprovação de sua agenda nos dois últimos anos de mandato.
Analistas avaliam que a perda de influência republicana enfraquece momentaneamente o movimento conservador internacional liderado por Trump, mas não altera a situação dos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos nem rompe os vínculos políticos entre a direita brasileira e a Casa Branca.
No Brasil, o corregedor-geral eleitoral Ricardo Villas Bôas Cueva aceitou a tramitação de uma ação do Partido Novo que pede a cassação e a inelegibilidade por oito anos de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin.
A legenda sustenta que medidas provisórias, benefícios sociais e incentivos econômicos foram usados em volume incomum durante o período eleitoral, o que caracterizaria suposto abuso de poder político. O processo está em fase inicial, e as defesas poderão se manifestar antes da análise do mérito.
No Paraguai, o colapso do Ueno Bank desencadeou investigações, protestos e pedidos de impeachment contra o presidente Santiago Peña. O banco administrava centenas de milhões de dólares em recursos públicos e previdenciários. Peña chegou a apresentar pedido de renúncia, mas enfrenta um processo político que pode resultar em sua destituição.
O governo paraguaio também iniciou um programa especial para regularizar e receber imigrantes brasileiros, após o aumento das buscas por termos relacionados à mudança para o país depois das eleições brasileiras.
Entre os fatores que atraem brasileiros estão a carga tributária menor, o custo de vida reduzido, a facilidade migratória dentro do Mercosul e um ambiente considerado mais favorável a negócios e investimentos.

