O Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) lançou nesta quinta-feira (17.set.2026) um painel de dados com 228 indicadores distribuídos em 12 temas. A ferramenta permite comparar a evolução das 27 unidades da Federação ao longo de vários anos e reúne dados, em alguns casos, referentes a 2025.
Segundo o instituto, o objetivo é oferecer informações para o debate de propostas de candidatos. A iniciativa teve versões anteriores em 2022, com indicadores dos Estados, e em 2024, com dados das cidades.
O painel estava previsto inicialmente para agosto de 2026, mas foi adiado para incorporar os dados mais recentes do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O IMDS funciona com doações privadas e foi criado em 2020 pelos economistas Arminio Fraga e Paulo Tafner.
Fraga presidiu o Banco Central de 1999 a 2003, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), e integra o conselho de administração do instituto. Tafner é o presidente do IMDS. Fernando Veloso é diretor de Pesquisa.
Mercado de trabalho
Entre os indicadores, o IMDS criou dois para analisar o mercado de trabalho. Eles comparam o salário mínimo com as médias e medianas salariais de cada Estado em cada ano.
Em 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518, os nove Estados do Nordeste apresentaram mediana salarial idêntica: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Veloso afirmou que um salário mínimo elevado em relação à mediana pode começar a gerar informalidade e desemprego. Ele também disse que os dados indicam diferenças de desempenho entre Estados com níveis de renda distintos. Como exemplo, citou o Ceará, que apresenta resultados melhores em saúde e educação do que Estados com renda maior.
Indicadores por área
O painel reúne 41 indicadores de segurança. Os dados mais recentes sobre homicídios são de 2023; proporcionalmente, o Amapá aparece na pior posição e São Paulo na melhor.
Na educação, são 32 indicadores. Nos dados de matemática do 9º ano, referentes a 2025, Roraima está na pior posição proporcional e o Paraná na melhor. A área da saúde tem 39 indicadores, com dados de mortes por doenças infecciosas de 2024. Minas Gerais aparece na pior posição e o Espírito Santo na melhor.
