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Janja critica família Bolsonaro e diz que é preciso “combater o bolsonarismo”

Em comício em Ceilândia, Janja criticou a família Bolsonaro, defendeu o combate ao bolsonarismo e comparou Lula a Flávio Bolsonaro.

Janja critica família Bolsonaro e diz que é preciso “combater o bolsonarismo”

A primeira-dama Janja Lula da Silva criticou, nesta quarta-feira (16.set.2026), a família Bolsonaro durante um comício do PT na Praça do Trabalhador, em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal. No discurso, ela afirmou que é necessário “combater o Bolsonarismo como um todo” e disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus familiares deixaram o Brasil “nas trevas”.

Sem citar nominalmente a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que é candidata ao Senado pelo Distrito Federal, Janja se referiu a ela como “Bolsonara [sic] da Ceilândia”.

“Quando eu olho para cada um de vocês e principalmente para as mulheres de Ceilândia, eu vejo uma força imensa, a força que o Brasil precisa. Para não voltar para trás, para não retroceder, para não voltar para as trevas que o governo da família Bolsonaro nos deixou”, declarou.

Janja também disse ficar “revoltada” ao lembrar de uma entrevista em que Jair Bolsonaro afirmou, em outubro de 2022, que “pintou um clima” ao encontrar meninas venezuelanas menores de idade. “Nunca mais vai pintar clima com criança neste país”, declarou a primeira-dama.

Crítica a Flávio Bolsonaro

Durante o evento, Janja comparou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL). Ela mencionou a relação do filho mais velho de Jair Bolsonaro com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

“É escolher entre quem tem o rabo preso com Vorcaro e quem não tem”, afirmou.

Disputa por apoio no Distrito Federal

Lula participa de comício em Ceilândia e manifesta apoio a Leandro Grass, candidato do PT ao governo do Distrito Federal. Também estão entre os aliados a deputada Erika Kokay (PT), candidata ao Senado, e a senadora Leila do Vôlei (PDT), que disputará a reeleição.

Há uma divisão entre os palanques favoráveis a Lula no Distrito Federal. O presidente também tem apoio de um candidato do PSB ao governo local. A divergência entre PT e PSB, partidos aliados no plano nacional, já havia dificultado a definição dos palanques para Lula.

Em 8 de janeiro de 2023, Lula designou Cappelli como interventor do Distrito Federal após os ataques de extremistas de direita às sedes dos Três Poderes. O então governador Ibaneis Rocha (MDB) foi afastado. Cappelli permaneceu no cargo até 31 de janeiro daquele ano.

Na sexta-feira (11.set), pesquisa Datafolha mostrou Grass à frente de Cappelli. O candidato petista registrou entre 16% e 19% das intenções de voto, conforme o cenário, enquanto o nome do PSB apareceu com 3%.