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Brasil

GSI mantém sob sigilo registros de visitas de Roberta Luchsinger ao Alvorada

O GSI negou acesso aos registros de Roberta Luchsinger no Alvorada e afirmou que a divulgação poderia oferecer risco à segurança de autoridades e familiares.

GSI mantém sob sigilo registros de visitas de Roberta Luchsinger ao Alvorada

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República negou acesso aos registros de entrada e saída de Roberta Luchsinger no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A resposta foi enviada após um pedido feito por meio da Lei de Acesso à Informação.

Segundo a reportagem, o órgão justificou que a divulgação das visitas a Lula no Alvorada “gera risco à segurança de instituições ou altas autoridades nacionais ou estrangeiras e seus familiares”. O GSI não informou por quanto tempo os dados ficarão sob sigilo.

A legislação prevê três níveis de classificação: reservado, por cinco anos; secreto, por 15 anos; e ultrassecreto, por 25 anos. O órgão também afirmou que registros de acesso a residências oficiais devem ser protegidos por revelarem aspectos da intimidade e da vida privada de autoridades e familiares. A justificativa ressalva agendas oficiais e situações em que agentes privados representem interesses junto à administração pública.

Em respostas a pedidos sobre registros de Luchsinger em outros órgãos, a Previdência Social informou que não encontrou entradas ou saídas associadas ao nome apresentado no período solicitado. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também declarou não ter localizado registros referentes a Roberta Moreira Luchsinger.

Luchsinger é investigada com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em três inquéritos da Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência. A suspeita é que ambos tenham atuado junto a autoridades de órgãos federais para favorecer empresas. Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula conhecido como Marcola, também é citado nas investigações.

Em uma das apurações, a PF apontou atuação de Lulinha, Luchsinger e Marcola junto à Petrobras em favor da produtora de fertilizantes Unigel. O inquérito indica que Luchsinger negociou e fechou um contrato de consultoria com Leo Slezynger, diretor da empresa e filho de seu fundador, Henri Slezynger. O acordo previa pagamento de R$ 100 mil e mais R$ 25 milhões caso a Unigel obtivesse financiamento de R$ 500 milhões junto ao BNDES.