Freira brasileira afastada por denúncia de desvio afirma ter sido discriminada por ser “bonita demais”

A acusação envolve maus-tratos e desvio de recursos, mas a religiosa nega tudo e afirma que suas contas foram auditadas e aprovadas pela Igreja.

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Aline Pereira Ghammachi, freira brasileira e madre-abadessa do Mosteiro San Giacomo di Veglia, localizado na região de Vittorio Veneto, na Itália, foi afastada do cargo após uma denúncia anônima envolvendo suspeitas de maus-tratos e desvio de recursos. A informação foi revelada em 2023, quando a queixa chegou ao conhecimento do Papa Francisco.

Reação imediata da Igreja Católica

A decisão de afastamento foi tomada após a análise preliminar do caso pelas autoridades eclesiásticas. Ghammachi, no entanto, nega todas as acusações e afirma que as finanças do mosteiro foram regularmente auditadas e aprovadas pelos órgãos da Igreja. Segundo a religiosa, os processos internos comprovariam a lisura da gestão durante seu mandato como superiora.

Recurso ao Supremo Tribunal da Igreja

Insatisfeita com o afastamento, Aline Ghammachi apresentou recurso junto ao Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica — instância máxima da Justiça canônica. O tribunal é responsável por julgar questões administrativas dentro da estrutura do Vaticano, incluindo decisões envolvendo a gestão de ordens religiosas.

Comentários sobre aparência também foram mencionados

Durante o processo, a freira relatou que enfrentou resistência dentro da instituição por conta de sua aparência física. Segundo ela, chegou a ouvir de membros da própria Igreja que era “bonita demais para ser freira”. Ghammachi declarou que tal julgamento não deve interferir na vocação religiosa nem influenciar decisões administrativas.

Contas auditadas e aprovadas, diz freira

A ex-madre-abadessa argumenta que as contas do Mosteiro San Giacomo foram submetidas a auditoria formal e que todos os resultados foram validados sem apontamentos de irregularidade. Ela alega que a denúncia teve motivações pessoais e que espera a anulação da decisão de afastamento por meio do recurso em andamento no Vaticano.

Processo segue em sigilo

A Igreja Católica não divulgou detalhes adicionais sobre o processo nem informou prazos para a conclusão do julgamento no Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica. Até o momento, Ghammachi permanece afastada de suas funções enquanto aguarda a deliberação definitiva da cúpula eclesiástica.

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