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Política

Flávio Bolsonaro usou apartamento ligado a advogado alvo da PF, diz revista

Revista afirma que o senador Flávio Bolsonaro ficou em imóvel de empresa de Willer Tomaz durante a campanha presidencial.

Flávio Bolsonaro usou apartamento ligado a advogado alvo da PF, diz revista

O senador Flávio Bolsonaro (RJ), candidato do PL à Presidência da República, teria utilizado durante a campanha eleitoral deste ano um apartamento pertencente à empresa do advogado e empresário Willer Tomaz. O imóvel foi alvo de buscas da Polícia Federal na operação Sem Desconto, que investiga desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo a revista piauí, Flávio permaneceu no apartamento por alguns dias na primeira quinzena de agosto. No local, teria se reunido com integrantes da equipe, discutido estratégias de campanha e gravado vídeos para o horário eleitoral.

O imóvel tem 158,87 metros quadrados, três vagas de garagem, sala e varanda gourmet. Fica a cinco minutos do comitê de campanha de Flávio Bolsonaro em São Paulo. Procurado por meio da assessoria, o senador não respondeu aos pedidos de esclarecimento até o fechamento do texto. À revista, afirmou que havia se hospedado apenas em hotéis da região.

Histórico de proprietários

Antes de ser adquirido pela WT Administração de Imóveis, empresa de Willer Tomaz, o apartamento pertencia a Fabiano Zettel. Ele é apontado como cunhado e operador financeiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e está preso sob acusação de integrar uma organização criminosa relacionada a fraudes do banco.

Zettel comprou o imóvel em 17 de abril de 2025, por R$ 5,5 milhões, e o vendeu em 10 de fevereiro de 2026 por R$ 3,5 milhões à empresa de Tomaz. A negociação foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo.

Willer Tomaz foi alvo de um mandado de busca e apreensão em 4 de agosto, em uma das fases da operação Sem Desconto. A Polícia Federal apontou suspeitas de que ele atuaria como “hub financeiro, patrimonial e logístico” de políticos e na lavagem de dinheiro para o senador Weverton Rocha (PDT).

Segundo os investigadores, Tomaz teria enviado R$ 11 milhões à mulher do senador e comprado uma casa para ele. O advogado negou vínculo com o esquema, afirmou não ser investigado e disse que os repasses ocorreram porque a mulher de Weverton é associada de seu escritório.

Em nota, Tomaz afirmou que não conhece Fabiano Zettel nem Daniel Vorcaro e que nunca manteve relação pessoal, comercial ou societária com eles. Também declarou lamentar ataques de adversários políticos às suas atividades.