Em uma transmissão ao vivo dos Estados Unidos, nesta sexta-feira (30), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a situação econômica do governo Lula pode provocar uma crise política e levar a uma nova eleição presidencial antes de 2030. Ele mencionou a possibilidade de um processo de impeachment, sem apresentar a hipótese como algo confirmado.
Flávio avaliou que o cenário econômico seria “muito pior” do que o enfrentado durante o governo Dilma Rousseff em 2014 e 2015. Para o senador, Lula terá dificuldade para conciliar as promessas feitas com as contas públicas.
“Se ele cumprir o que prometeu, vai ter que tomar medidas muito radicais na economia”, declarou Flávio. Ele também afirmou que, em sua avaliação, o presidente não acredita que essas medidas sejam o caminho para resolver os problemas econômicos e disse que, se forem adotadas, o país poderá “quebrar ainda mais rápido”.
O senador disse acreditar que a deterioração econômica pode abreviar a permanência de Lula no poder. Ao comentar uma eventual candidatura própria, citou os quase 60 milhões de votos que recebeu no segundo turno da eleição presidencial e afirmou que não falava necessariamente de 2030, mas de uma disputa “antes disso”.
Viagem aos Estados Unidos
Durante a transmissão, Flávio também explicou que decidiu viajar com a mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e as duas filhas após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na segunda-feira (26). Segundo ele, ao fim do encontro recebeu uma intimação da Polícia Federal para entregar os passaportes.
De acordo com o senador, a intimação se referia a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a entrega dos documentos e proibiu sua saída do país. Flávio afirmou que decidiu viajar com a família após conversar com a mulher e negou que terceiros tenham organizado a partida.
Ele disse que pretende continuar atuando na oposição ao governo Lula a partir dos Estados Unidos e criticou Alexandre de Moraes. Flávio também afirmou que considera o cenário institucional brasileiro um “regime de exceção” e apontou o Congresso, especialmente o Senado, como frente de atuação política.

