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EUA evitam apoiar pretensão de Flávio Bolsonaro, aponta Reuters

Relatos ouvidos pela Reuters apontam preocupação de autoridades americanas com um possível desgaste diplomático entre Washington e o governo brasileiro.

EUA evitam apoiar pretensão de Flávio Bolsonaro, aponta Reuters

O governo dos Estados Unidos não pretende declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) como líder político do Brasil, apesar de ter contribuído para viabilizar sua entrada no país. A informação foi divulgada pela Reuters neste sábado (31), com base em pessoas familiarizadas com discussões na administração americana.

De acordo com esses relatos, autoridades dos EUA querem evitar um novo desgaste diplomático com o governo brasileiro. A postura da Casa Branca, porém, não seria uma decisão definitiva do presidente Donald Trump, que poderia rever sua posição. No momento, ele estaria pouco disposto a criar novos atritos entre os dois países.

Flávio deixou o Brasil após ser derrotado na disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Depois do resultado, divulgou um documento no qual se apresentou como “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e, posteriormente, passou a se definir como “líder do Brasil”.

O senador chegou a Miami na quarta-feira (28) e planeja seguir para Washington nos próximos dias, com o objetivo de conversar diretamente com representantes da administração Trump. Em transmissão nas redes sociais, disse ter deixado o país por temer novas providências judiciais.

Após a eleição, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado a retenção dos documentos de viagem do parlamentar. Na mesma transmissão, Flávio mencionou a possibilidade de voltar a disputar a Presidência antes do calendário eleitoral de 2030, caso haja uma crise econômica durante o próximo governo Lula.

“Qualquer coisa que aconteça, eu vou estar aqui pronto, inclusive, se for preciso, para disputar a Presidência da República de novo. (…) Eu não tô falando de 2030, não. Eu tô falando de antes disso”, afirmou. Ele não explicou como uma eventual crise poderia levar à convocação de nova eleição presidencial.