O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (31) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) pode permanecer no país “quanto tempo quiser”. Trump também disse que o parlamentar foi tratado de forma injusta e voltou a classificar as eleições no Brasil como uma “vergonha”.
As declarações foram feitas durante uma conversa com jornalistas no clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida. Trump afirmou, porém, que não pretende se encontrar com Flávio.
Também neste sábado, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que o governo Trump não participou diretamente da viagem do senador aos Estados Unidos. Segundo Rubio, Trump deixou claro que Flávio poderia entrar no país e permanecer nele.
“Nós não estávamos envolvidos em nenhum arranjo feito para que ele [Flávio] deixasse o Brasil”, afirmou Rubio. Ele acrescentou que, caso o senador chegasse a uma alfândega americana, receberia permissão para entrar — o que, segundo o secretário, ocorreu.
Reportagens de veículos da Argentina e dos Estados Unidos afirmaram que agentes do governo americano teriam participado da coordenação e organização da viagem. A participação é uma alegação atribuída a esses veículos.
Flávio Bolsonaro, a esposa e as filhas deixaram o Brasil rumo aos Estados Unidos nesta semana, após o senador perder para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o segundo turno da disputa presidencial. O passaporte de Flávio também foi incluído em um pedido de apreensão feito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

