Enquanto Magazine Luiza fatura R$50 bilhões por ano, o dono da Havan consegue transformar em lucro uma fatia muito maior de tudo que vende

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Com receitas anuais que ultrapassam os R$50 bilhões, o Magazine Luiza continua entre as maiores forças do varejo brasileiro. Mesmo com esse volume gigantesco de vendas, porém, a empresa enfrenta um cenário em que transformar faturamento em lucro se tornou cada vez mais desafiador — especialmente diante da expansão do e-commerce e dos custos ligados à logística.

Enquanto isso, a Havan, comandada pelo empresário Luciano Hang, aparece em uma posição diferente: mesmo faturando menos que a concorrente, a rede catarinense consegue converter uma parcela maior das vendas em lucro líquido.

Estratégia da Havan ajuda a explicar diferença de lucratividade

Nos últimos anos, boa parte das gigantes do varejo brasileiro passou a investir pesadamente em marketplace, entregas rápidas e estrutura digital. Esse movimento ampliou o alcance das empresas, mas também elevou despesas operacionais e reduziu margens de lucro.

A Havan seguiu um caminho parcialmente diferente. Embora também tenha fortalecido sua presença online, a empresa manteve como prioridade a expansão gradual de suas megalojas físicas espalhadas pelo país. Esse modelo ajudou a companhia a preservar uma operação considerada mais eficiente financeiramente.

Em 2025, a varejista registrou faturamento bruto de aproximadamente R$18,5 bilhões. O número chama atenção, mas o destaque maior ficou para o lucro líquido de cerca de R$3,4 bilhões, visto por analistas do setor como um desempenho expressivo em relação ao tamanho da operação.

Foto: Reprodução/Internet

Magazine Luiza enfrenta custos maiores na operação digital

No caso do Magazine Luiza, o cenário é diferente porque a companhia se transformou em uma das principais plataformas digitais do varejo nacional. Além das lojas físicas, a empresa ampliou investimentos em centros de distribuição, logística própria e marketplace com vendedores parceiros.

Esse modelo exige gastos elevados para manter a competitividade, principalmente em entregas, tecnologia e infraestrutura. Na prática, isso significa que parte relevante do dinheiro movimentado pela empresa acaba sendo absorvida pelos custos operacionais antes de virar lucro efetivo.

Mesmo assim, o Magalu continua sendo uma das marcas mais influentes do varejo brasileiro e segue apostando no crescimento digital como estratégia de longo prazo.

Fortuna dos empresários também mostra diferença entre os grupos

A diferença de rentabilidade entre as empresas também aparece no patrimônio de seus fundadores. Segundo estimativas divulgadas pela revista Forbes, Luciano Hang acumula fortuna estimada em US$2,3 bilhões, valor que o mantém entre os empresários mais ricos do varejo brasileiro.

Já Luiza Trajano, principal acionista e uma das figuras mais conhecidas do Magazine Luiza, possui patrimônio estimado em cerca de US$1,1 bilhão.

Apesar da diferença nos números, as duas empresas seguem entre os nomes mais relevantes do comércio nacional e representam modelos distintos de expansão dentro do varejo brasileiro atual.

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