Ela encontrou uma corujinha no chão e registrou o momento em que o filhote voltou a voar

5 Minuto de leitura

Um encontro inesperado no caminho pode mudar completamente a rotina de uma pessoa. Quando um animal silvestre aparece fora de seu ambiente natural, especialmente ainda filhote, a situação exige atenção, calma e cuidado.

Foi isso que aconteceu em uma história que ganhou repercussão nas redes sociais. O caso chamou atenção não apenas pelo resgate, mas pela forma como a recuperação foi acompanhada até o momento em que a ave voltou a abrir as asas.

Quem encontrou a corujinha e o que aconteceu?

A paulista Thami Cervantes encontrou uma pequena coruja caída no chão e aparentemente sem forças para voltar sozinha ao ambiente natural. Ao perceber a situação, ela interrompeu o que estava fazendo e decidiu ajudar o animal.

No início, Thami acreditou que poderia se tratar de uma coruja adulta machucada, talvez após bater contra uma janela ou algum obstáculo urbano. Depois de observar melhor o comportamento da ave, percebeu que era um filhote sem autonomia para sobreviver sozinho naquele momento.

A corujinha foi recolhida com cuidado e levada para um ambiente seguro. A intenção era acompanhar sua recuperação até que ela tivesse condições de retornar à natureza.

O processo foi registrado em vídeos publicados no TikTok, no perfil de Thami. As imagens mostraram os cuidados com o filhote e, mais tarde, o momento em que ele finalmente voltou a voar livre.

Recuperação exigiu paciência nos primeiros dias

Os primeiros dias foram os mais delicados. A corujinha estava debilitada e não aceitava alimento com facilidade, o que aumentou a preocupação de Thami.

Para evitar que o estado do animal piorasse, ela preparou soro e tentou manter o filhote hidratado. A alimentação foi um dos principais desafios dessa fase, já que a ave ainda não demonstrava força suficiente para reagir bem.

Enquanto não podia ser solta, a corujinha ficou em um espaço protegido. Thami usou uma mochila própria para transporte de animais de estimação como abrigo temporário, criando um local mais tranquilo e seguro durante a recuperação.

Com o passar dos dias, os sinais de melhora começaram a aparecer. A ave passou a se movimentar mais, demonstrar mais disposição e observar melhor o ambiente ao redor.

Vídeos fizeram a história viralizar

A recuperação da corujinha passou a ser acompanhada por milhares de pessoas nas redes sociais. Cada avanço do filhote era registrado e compartilhado, o que fez a história ganhar público rapidamente.

Além das mensagens de apoio, muitos comentários tiveram tom bem-humorado. Parte dos internautas brincou que a ave parecia confortável demais para ir embora, por causa da atenção e dos cuidados que recebia.

A primeira tentativa de soltura também surpreendeu. Quando Thami colocou a coruja em um espaço aberto, a ave teve liberdade para partir, mas preferiu ficar perto da pessoa que havia cuidado dela.

Depois, uma nova tentativa foi feita à noite, respeitando os hábitos naturais das corujas, que costumam ser mais ativas nesse período. Mesmo assim, o filhote ainda não demonstrou vontade de voar para longe.

Em vez de forçar a despedida, Thami decidiu esperar. A escolha foi deixar que o próprio animal mostrasse quando estaria pronto.

Soltura ocorreu quando o filhote mostrou sinais de prontidão

Alguns dias depois, durante a madrugada, a corujinha apresentou um comportamento diferente. Ela ficou mais ativa, observou o lado de fora e pareceu mais atenta ao ambiente externo.

Thami então abriu a janela e deu espaço para que a ave escolhesse o próprio caminho. Após alguns minutos de hesitação, o filhote abriu as asas e voou em direção à natureza.

O registro emocionou seguidores e viralizou. Para quem acompanhou desde o começo, a cena marcou o fim de uma trajetória de cuidado, paciência e respeito ao tempo do animal.

Apesar da comoção, especialistas reforçam que nem todo filhote encontrado no chão deve ser recolhido imediatamente. Em muitos casos, os pais continuam por perto e ainda alimentam o animal.

A recomendação, quando há ferimentos, risco imediato ou sinais de debilidade, é acionar órgãos ambientais ou centros especializados em reabilitação de animais silvestres. Esse tipo de atendimento aumenta as chances de recuperação correta e reduz riscos para o animal e para quem tenta ajudar.

Partilhe esta notícia