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Opinião

Colunista critica estratégia de Lula e aposta na força da checagem digital

Pedro Henrique Alves critica a estratégia eleitoral de Lula e afirma que a checagem de informações na internet pode influenciar eleitores indecisos no segundo turno.

Colunista critica estratégia de Lula e aposta na força da checagem digital

Em artigo de opinião, Pedro Henrique Alves avalia que a campanha de Flávio Bolsonaro teve falhas na articulação com outros nomes da direita, mas soube explorar críticas ao Supremo Tribunal Federal. Para o colunista, a estratégia de Lula no segundo turno recorreu a desinformação e medidas populistas, o que poderia afastar eleitores indecisos.

Alves afirma que Flávio não conseguiu reunir Ronaldo Caiado e Romeu Zema em uma frente única no primeiro turno. Na avaliação do autor, a soma de votos dos dois poderia ter encerrado a disputa nessa etapa. Ele também diz que a falta de diálogo ou de poder de convencimento do candidato do PL prejudicou a articulação.

O colunista, por outro lado, atribui parte do desempenho de Flávio à exploração de críticas a ministros do STF e à atuação da Corte. Segundo sua interpretação, a campanha conseguiu associar Lula ao sistema político e judicial e mobilizar eleitores independentes.

Alves relaciona esse discurso à eleição de maiorias conservadoras no Senado e na Câmara e de governadores de direita em estados que considera estratégicos.

Sobre Lula, o autor critica a falta de articulação regional e de empenho para formar bases nas casas legislativas e nos governos estaduais. Também considera ultrapassado o uso de promessas econômicas e de aumentos de última hora no Bolsa Família. Essas avaliações são apresentadas pelo colunista como leitura do cenário eleitoral.

Na análise, Alves diz que mensagens atribuídas à campanha de Lula — entre elas alertas sobre possíveis efeitos de uma vitória de Flávio — poderiam ser desmentidas por consultas a informações disponíveis na internet. Ele cita ferramentas como ChatGPT e Gemini e afirma que eleitores de diferentes regiões e profissões têm acesso às redes sociais.

O artigo também menciona o Tribunal Superior Eleitoral. Alves avalia que a Corte talvez não esteja tão disposta a censurar conteúdos nesta eleição quanto, segundo ele, teria feito em 2022. A afirmação é uma avaliação do autor, não uma decisão anunciada pelo tribunal.