O número de questões acertadas no Enem não determina sozinho a nota. O exame usa a Teoria de Resposta ao Item (TRI), modelo que considera o padrão de respostas e características das questões, como dificuldade, poder de discriminação e possibilidade de acerto ao acaso. Por isso, candidatos com o mesmo total de acertos podem ter notas diferentes.
O primeiro dia de prova será neste domingo (8), com 90 questões de Linguagens e Ciências Humanas, além da redação. No domingo seguinte (15), serão aplicadas as provas de Matemática e Ciências da Natureza.
Segundo Francisco Moreira Júnior, professor de História e líder pedagógico da Plataforma Amplia, a TRI estima a proficiência pela combinação das respostas. Acertar questões fáceis, médias e difíceis de maneira coerente tende a indicar conhecimento mais consistente; errar muitas questões básicas e acertar várias difíceis pode formar um padrão menos provável. Isso não significa que acertar uma questão difícil não tenha valor: a nota considera o conjunto das respostas.
O Enem não aplica penalização direta por erro. Por isso, Moreira Júnior recomenda tentar resolver as questões, eliminar alternativas claramente incorretas e escolher a opção mais provável.
Segundo o professor, acertos ao acaso podem contribuir para a nota, mas tendem a ter menor impacto quando o padrão geral é incoerente. Ele também sugere começar pelas questões familiares e que exigem menos tempo, avançar quando houver dúvida e retornar às pendentes ao final.

