Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual (BPAC11), afirmou que o Brasil precisa avançar em reformas e modernizar a economia para manter a competitividade diante de mudanças globais. “Se não fizermos a lição de casa como país, vamos sofrer as consequências”, disse durante painel sobre educação e carreira realizado nesta terça-feira (20).
Na avaliação do executivo, as próximas décadas devem combinar juros mais elevados, tensões geopolíticas e transformações tecnológicas. O período de dinheiro barato e globalização acelerada ficou para trás, e países que não se adaptarem poderão pagar um preço alto.
Sallouti observou que o custo do dinheiro voltou a subir após anos de juros próximos de zero, especialmente desde a crise financeira de 2008. Com o financiamento mais caro, decisões de investimento se tornam mais complexas. Ele também citou o avanço do protecionismo, conflitos e disputas comerciais, que tornam o cenário internacional menos previsível.
Tecnologia, clima e qualificação
O CEO apontou a inteligência artificial e as mudanças climáticas como fatores que influenciarão a economia nas próximas décadas. Para ele, a IA representa uma transformação comparável às grandes revoluções industriais e deve integrar a rotina de quem quer se manter competitivo no mercado de trabalho. “A inteligência artificial é o novo Excel”, afirmou, ao defender que jovens aprendam a usar a tecnologia.
As mudanças climáticas, acrescentou, também precisam ser consideradas no planejamento das empresas e nas decisões de negócios. Nesse contexto, Sallouti destacou a importância da educação, da qualificação profissional e do empreendedorismo para ajudar o país a enfrentar problemas e aproveitar oportunidades.
“O Brasil está cheio de problemas, então o que precisamos é de gente qualificada, capacitada, com o coração no lugar e empreendedora para ajudar o Brasil a se transformar”, afirmou.

