A campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou nesta terça-feira (13) como oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones (Rede-MG).
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu a ferramenta e estabeleceu condições para a retomada. Segundo o ministro, o grupo coordenado por Janones funcionava como propaganda eleitoral sem registro no tribunal. A decisão também determinou a retirada do canal do ar, conforme a descrição da medida publicada na notícia.
Até o início da tarde de terça-feira, porém, o canal permanecia ativo. As últimas mensagens de Janones orientavam seguidores a publicar manifestações de apoio a Lula em outros meios.
O caso começou após Flávio Bolsonaro (PL) questionar possível divulgação de informações falsas. No sábado, o ministro-relator Ricardo Cueva pediu explicações à campanha de Lula e provas à campanha de Flávio.
No dia seguinte, Nunes Marques acolheu pedido da campanha de Flávio para suspender o canal. Horas depois, Cueva determinou o retorno da ferramenta ao WhatsApp, apontando restrição à liberdade de expressão.
Após determinar análise do canal pela Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE, Nunes Marques recebeu, na segunda-feira (12), a informação da área técnica de que não havia sido identificado compartilhamento de “fake news”. Nesta terça, o ministro voltou a suspender a ferramenta e definiu regras para sua retomada. A campanha de Lula formalizou o registro do canal no mesmo dia.

