O buraco de ozônio atingiu cerca de 25 milhões de quilômetros quadrados em meados de setembro de 2026, segundo registros de pesquisadores do Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copernicus. A área ficou aproximadamente cinco milhões de quilômetros quadrados acima da média histórica para o período e quase duas vezes maior que a do continente antártico.
O tamanho registrado também se aproximou do recorde histórico de 29,6 milhões de quilômetros quadrados, observado em 2006. Semanas antes, no fim de agosto, a área não passava de 15 milhões de quilômetros quadrados. A rápida expansão colocou 2026 entre os anos mais críticos das últimas décadas para o fenômeno.
Relação com o aquecimento da superfície
O aquecimento provocado pelo acúmulo de gases de efeito estufa na troposfera contribui para o resfriamento progressivo da estratosfera, camada onde se concentra a maior parte do ozônio. A diferença de temperatura favorece a formação de nuvens estratosféricas polares entre 15 e 25 quilômetros de altitude, especialmente durante o inverno antártico.
Essas nuvens são formadas por cristais de gelo, ácido nítrico e vapor de água congelado. A estrutura serve como uma superfície reativa para processos químicos que transformam compostos de cloro e bromo em formas capazes de destruir moléculas de ozônio com maior velocidade.
Os compostos foram liberados décadas atrás por atividades humanas e permanecem na atmosfera superior, apesar de os produtos químicos responsáveis por sua emissão estarem banidos. O tamanho do buraco varia anualmente conforme as condições atmosféricas e químicas. O ciclo costuma ocorrer entre agosto e novembro, período em que o monitoramento internacional acompanha a dinâmica do ozônio polar.
