O BTG Pactual “abriu a porteira” e lançou uma megaoferta pública de um Fiagro que pode se tornar a maior do mercado brasileiro entre os fundos de investimento nas cadeias produtivas do agronegócio.
A emissão terá volume-base de R$ 10 bilhões, com possibilidade de colocação de lote adicional equivalente a 100% da oferta, de acordo com o protocolo da operação na CVM. Ou seja, a captação pode somar até R$ 20 bilhões.
A oferta é voltada a investidores profissionais – que possuem pelo menos R$ 10 milhões em investimentos – e prevê uma rentabilidade-alvo de até 97% do CDI.
Fiagro BTG Pactual: duas opções de remuneração e liquidez
A oferta do Fiagro BTG Pactual terá 12 séries, com pedidos de reserva entre 2 de setembro e 20 de novembro de 2026. As liquidações ocorrerão entre 9 de setembro e 25 de novembro. O primeiro pagamento de rendimentos deve ocorrer no dia 27 de novembro.
A operação prevê a distribuição de duas subclasses seniores, com diferentes estruturas de prazo e liquidez. Em ambos os casos, a aplicação mínima é de R$ 200 mil.
Primeira subclasse – 92% do CDI
A primeira alternativa do fiagro do BTG terá retorno-alvo de 92% do CDI e pagamentos mensais de rendimentos, de acordo com o material publicitário da operação.
O prazo total será de 11 anos, com amortizações previstas ao final do nono, décimo e décimo primeiro anos. A liquidez diária deverá estar disponível a partir de 9 de dezembro de 2026, após um período inicial de restrição à negociação (lock up), para cotistas com custódia no BTG Pactual.
A alternativa contará ainda com a atuação de formador de mercado, que deverá contribuir para a liquidez dos papéis no mercado secundário.
Segunda subclasse – 97% do CDI
A segunda opção terá como alvo uma rentabilidade de até 97% do CDI, também com distribuição mensal de rendimentos.
A diferença é que, nessa subclasse, o prazo total será de dez anos, com estrutura bullet. Ou seja, o principal será pago integralmente no vencimento, conforme as condições da oferta.
A saída antes do prazo dependerá da negociação no mercado secundário, sujeita ao preço e à liquidez disponíveis no momento da venda.
A estrutura do fiagro prevê uma subclasse de cotas subordinadas, detidas pelo grupo econômico do BTG Pactual e que devem representar, no mínimo, 1% do patrimônio do fundo. As cotas subordinadas são as primeiras a absorver eventuais perdas da carteira.
Como o fundo pretende investir
O Fiagro poderá investir em diferentes classes de ativos ligados ao agronegócio, como recebíveis e títulos — entre eles CRAs e CPRs —, imóveis rurais e participações em sociedades da cadeia agroindustrial.
O BTG Pactual atuará como coordenador da oferta, além de administrador e gestor — neste último caso, por meio da BTG Pactual Asset Management.
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