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Açúcar sobe mais de 1% em NY e usinas arrancam na Bolsa; SMTO3 avança 6%

As ações das usinas sucroenergéticas ganharam força na Bolsa nesta segunda-feira (31), acompanhando a valorização dos contratos futuros do açúcar negociados na ICE. Por volta das 14h50 (horário de Brasília), o contrato do açúcar com vencimento em outubro de 2026 avançava 1,31%,…

Açúcar sobe mais de 1% em NY e usinas arrancam na Bolsa; SMTO3 avança 6%

As ações das usinas sucroenergéticas ganharam força na Bolsa nesta segunda-feira (31), acompanhando a valorização dos contratos futuros do açúcar negociados na ICE.

Por volta das 14h50 (horário de Brasília), o contrato do açúcar com vencimento em outubro de 2026 avançava 1,31%, cotado a US$ 0,1779 por libra-peso, refletindo um movimento positivo da commodity no mercado internacional.

No mesmo horário, a São Martinho (SMTO3) liderava os ganhos do setor, com alta de 4,42%. Já a Jalles (JALL3) avançava 6.24%. A Raízen (RAIZ4), por sua vez, que está em recuperação extrajudicial e negocia a centavos, recuava 4,35%.

“O açúcar foi um das commodities agrícolas que mais subiram em agosto e eles está muito sustentado. O que está acontecendo para esse mercado virar para alta? O principal é o clima, mas há fatores como a retomada das compras pela Índia. A questão climática mais critica é a safra de beterraba da União Europeia, pelas ondas de calor, que não foram seguidas de chuvas adequadas. As estimativas da safra da UE tem diminuído mês a mês. Dificilmente vamos ver um patamar de US$ 0,14 – US$ 0,15 para o açúcar”, explica Marcelo Di Bonifácio, analista da StoneX.

A safra 2026/2027 de beterraba da UE foi reduzida de 14,1 milhões para 13,4 milhões de toneladas, o menor patamar do século. O ciclo 15/16, pior patamar anterior (13,7 milhões), também foi em um ano de El Niño.

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“Eles (UE) vão importar mais açúcar e essa demanda vem do Brasil. E na Índia, eles estão caminhando para umas piores monções dos últimos anos e isso vai reduzir a produtividade”, completa.

As duas companhias costumam reagir às oscilações do açúcar, já que uma parcela relevante de suas receitas está atrelada aos preços da commodity. Quando as cotações internacionais sobem, o mercado tende a revisar positivamente as expectativas para a rentabilidade das usinas com maior exposição ao adoçante.

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O que mudou no mercado de açúcar?

No último mês, SMTO3 e JALL3 acumularam altas de 36,36% e 27,80%, respectivamente. Enquanto RAIZ4 recuou 11,54%.

O avanço desta segunda-feira (31) para o açúcar amplia uma recuperação que vem ganhando força nas últimas semanas, conforme o mercado passou a precificar um aperto maior na oferta global de açúcar para a safra 2026/27.

Casas de análise como StoneX e Czarnikow revisaram suas projeções, migrando de uma expectativa de superávit para déficits ou saldos bem mais apertados no balanço mundial da commodity.

No Brasil, principal produtor e exportador global, as estimativas para a nova temporada apontam uma produção ligeiramente menor, enquanto parte das usinas tem mantido maior flexibilidade para direcionar a cana ao etanol em regiões onde a rentabilidade do biocombustível permanece competitiva. Esse cenário reduz as expectativas de oferta adicional de açúcar no mercado internacional.

Outro fator que sustentou as cotações foi o cenário na Índia, maior consumidora mundial da commodity.

O país enfrenta estoques mais apertados, menor produção e forte demanda ligada ao período de festividades, levando o governo a autorizar, pela primeira vez em quase uma década, importações de até 1 milhão de toneladas de açúcar bruto sem tarifa. A medida reforçou a percepção de que o mercado global pode ficar mais dependente das exportações brasileiras no curto prazo.