O caso Banco Master, a decisão do governo Lula sobre as apostas on-line e a polêmica em torno de Nossa Senhora Aparecida ganharam espaço na reta final da campanha. Os temas podem influenciar a disputa por eleitores que ainda não definiram espontaneamente sua escolha, segundo a análise apresentada no texto.
Na rodada do Datafolha divulgada em 24 de setembro, Lula registrou 36% e Flávio, 27%, quando os nomes dos candidatos não eram apresentados. Os indecisos somaram 18%. O texto aponta que parte desse grupo é formada por mulheres dos setores populares, especialmente em periferias de grandes cidades.
Em 25 de setembro, o governo anunciou uma medida provisória para proibir casas de apostas esportivas e cassinos on-line. A proposta também prevê ações contra o mercado ilegal, impede novos aportes e estabelece prazo para que usuários retirem seus saldos. O debate envolve, além do jogo, questões como endividamento, consumo, publicidade e regulação.
O Banco Master aparece como outra frente da campanha. O texto afirma que o caso envolve investigações, relações políticas e personagens que ganharam destaque no noticiário, sem detalhar as apurações.
A religião também entrou na discussão após Flávio Bolsonaro publicar um vídeo em que disse que, se eleito, um de seus primeiros atos seria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. O texto relaciona a declaração à presença de referências religiosas na política e cita a indicação de André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal, durante o governo Jair Bolsonaro. Bolsonaro havia prometido escolher um nome “terrivelmente evangélico” e indicou Mendonça, pastor presbiteriano.
A disputa de agenda ocorre enquanto eleitores também consideram temas cotidianos, como custo de vida, emprego, educação, saúde, segurança e serviços públicos.
