A B3 (B3SA3) registrou crescimento em segmentos relevantes do mercado em agosto de 2026, com destaque para renda variável, derivativos de balcão e renda fixa. Os dados operacionais foram divulgados na noite de terça-feira (15).
No mercado à vista, o volume financeiro médio diário alcançou R$ 28,817 bilhões, avanço de 25,3% em relação a agosto de 2025 e de 32,5% na comparação com julho. Considerando todo o segmento de ações, o volume médio diário chegou a R$ 30,284 bilhões, alta de 26,1% na comparação anual e de 33,8% sobre o mês anterior.
Renda variável e derivativos
O mercado de opções esteve entre os principais impulsionadores do desempenho da renda variável. O volume médio diário subiu 75,6% em um ano e 71,1% ante julho, para R$ 1,281 bilhão.
Já o mercado a termo e futuro de ações recuou 34,6% na comparação anual, mas cresceu 37,7% em relação ao mês anterior.
Nos derivativos, o volume médio diário totalizou 9,608 milhões de contratos, alta de 3,3% ante agosto de 2025 e de 10,5% sobre julho. O segmento de taxas de juros em reais avançou 10,6% em um ano, para 4,826 milhões de contratos por dia. Os derivativos de índices tiveram crescimento anual de 11,4%.
Em sentido contrário, o futuro de criptoativos caiu 59,3% na comparação anual, apesar de ter avançado 6,2% ante julho.
Receita por contrato e renda fixa
A receita por contrato média dos derivativos caiu. O RPC total ficou em R$ 1,188, recuo de 12,8% em um ano e de 2,9% sobre julho. Nas taxas de juros em reais, o indicador foi de R$ 0,758, queda anual de 16,2%.
As novas emissões no segmento de derivativos de balcão somaram R$ 1,946 trilhão, alta de 46,1% ante agosto de 2025 e de 38,1% sobre julho. O estoque chegou a R$ 9,473 trilhões, avanço anual de 14,7%.
Na renda fixa e no crédito, as novas emissões alcançaram R$ 2,162 trilhões, crescimento de 0,5% em um ano. O estoque subiu 14,8%, para R$ 9,994 trilhões. No Tesouro Direto, o estoque atingiu R$ 252 bilhões, alta anual de 41,6%.
A B3 informou ainda que os contratos em aberto de empréstimo de ativos somaram R$ 204 bilhões, crescimento de 15,5% em um ano. A depositária do mercado à vista encerrou agosto com 6,676 milhões de contas e 5,820 milhões de investidores pessoa física cadastrados. Nos fundos, o estoque chegou a R$ 5,822 trilhões, alta de 19,2% na comparação anual.
