Blake Mackenzie, de 12 anos, venceu a categoria jovem do Australian Poetry Slam de 2026, após apresentar poemas autorais no palco da Ópera de Sydney. Ele conheceu a poesia falada cerca de dois meses antes, em uma aula em Newcastle, sua cidade natal.
A professora do quinto ano apresentou o gênero à turma, percebeu o talento do aluno para escrever e sugeriu que ele participasse das eliminatórias regionais. Mackenzie avançou até a final, cujo vencedor foi escolhido por jurados sorteados entre a plateia.
Uma das obras apresentadas, “I Love My Country”, aborda desigualdade e racismo na Austrália. Em “Dear ChatGPT”, o estudante trata da presença da inteligência artificial nas escolas e na sociedade, além do consumo de água dos data centers. O poema dura cerca de noventa segundos.
Na categoria adulta, venceu Bivor, poeta e consultor ambiental nascido em Bangladesh. Seus poemas tratam de alfabetização e engajamento político. Os dois campeões dividem o prêmio de US$ 20 mil e receberão convites para festivais literários internacionais; também serão embaixadores do projeto de poesia australiano.
Na disputa, os participantes têm até dois minutos para apresentar suas obras. Jurados avaliam aspectos como recurso literário, presença cênica e capacidade de comover a plateia. A poesia slam surgiu em Chicago, na década de 1980.
Em “Dear ChatGPT”, Mackenzie observa que colegas pedem à ferramenta resumos de capítulos em vez de ler os livros. O poema questiona se essa economia de tempo pode prejudicar a compreensão da obra original.

