Anvisa proíbe mais de 500 produtos por risco de câncer e infertilidade

3 Minuto de leitura

Uma decisão recente envolvendo produtos bastante comuns no dia a dia chamou atenção de consumidores e profissionais da área de beleza. A medida levanta um alerta importante sobre os riscos de substâncias químicas presentes em itens amplamente utilizados.

O caso também reacende a discussão sobre segurança em cosméticos e a necessidade de fiscalização mais rigorosa. Muitas pessoas ainda não sabem exatamente quais produtos foram afetados e o motivo por trás da decisão.

Anvisa determina retirada de mais de 500 produtos do mercado

A Anvisa anunciou o cancelamento do registro de mais de 500 produtos vendidos no país. A decisão foi tomada após a identificação de duas substâncias consideradas perigosas na composição desses itens.

Os produtos atingidos são, em sua maioria, usados em procedimentos estéticos, principalmente em unhas artificiais e esmaltes em gel. Esses materiais costumam endurecer quando expostos à luz ultravioleta ou LED, prática comum em salões de beleza.

Com a nova regra, esses itens não podem mais ser vendidos, utilizados ou distribuídos no Brasil.

Substâncias proibidas estão ligadas a riscos graves à saúde

A proibição tem como base estudos que apontam riscos sérios à saúde. As duas substâncias envolvidas são:

Principais compostos identificados

  • DMPT, associado ao aumento do risco de câncer
  • TPO, ligado a problemas de fertilidade e reprodução

Segundo a agência, testes realizados em estudos internacionais, principalmente em animais, indicaram que esses componentes podem causar danos a longo prazo.

A preocupação é ainda maior para profissionais que lidam com esses produtos diariamente, já que a exposição frequente pode aumentar os riscos.

Prazo e mudanças seguem padrão internacional

A decisão não foi imediata. A proibição já havia sido anunciada anteriormente, com um período de adaptação de cerca de 90 dias para retirada completa dos produtos do mercado.

Após esse prazo, o cancelamento dos registros passou a valer, obrigando empresas a interromper a comercialização e recolher os itens.

O Brasil passa, com isso, a adotar uma postura semelhante à da União Europeia, que também proibiu o uso dessas substâncias em cosméticos recentemente.

Orientações para consumidores e profissionais

A Anvisa reforça que a população deve ficar atenta ao comprar produtos de beleza, especialmente aqueles usados em procedimentos mais técnicos.

Cuidados recomendados

  • Evitar produtos sem registro sanitário
  • Conferir a procedência e a marca
  • Desconfiar de preços muito baixos ou origem desconhecida
  • Procurar estabelecimentos que sigam normas de segurança

A orientação vale tanto para quem utiliza quanto para quem trabalha com esses materiais. A ideia é reduzir riscos e garantir mais segurança no uso de cosméticos.

A medida reforça a importância da fiscalização e mostra como mudanças na legislação podem impactar diretamente o consumo e os cuidados com a saúde.

Partilhe esta notícia