A mistura ácida que muita gente passa no couro cabeludo pode aliviar a oleosidade, mas também causar irritação

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O vinagre de maçã ganhou espaço nas redes sociais como um ingrediente usado em receitas caseiras para cuidar do couro cabeludo. Muitas pessoas relatam sensação de limpeza, redução da oleosidade e alívio temporário da coceira, mas dermatologistas alertam que o método deve ser utilizado com cautela e não substitui tratamentos indicados para caspa ou dermatite seborreica.

Isso porque, apesar de haver estudos sobre as propriedades antimicrobianas do vinagre, ainda faltam evidências clínicas robustas que comprovem sua eficácia no tratamento dessas condições.

O que o vinagre de maçã pode fazer no couro cabeludo

Por ser ácido, o vinagre de maçã ajuda a remover resíduos acumulados de cosméticos e pode proporcionar uma sensação de limpeza e menor oleosidade em algumas pessoas.

Também existem pesquisas que apontam atividade antifúngica do ácido acético em laboratório, mas isso não significa que o produto seja um tratamento comprovado contra a caspa. A Academia Americana de Dermatologia (AAD) e a Mayo Clinic continuam recomendando shampoos medicamentosos como primeira opção para controlar o problema.

Receita caseira exige diluição e alguns cuidados

Quem optar por testar o método deve evitar aplicar o vinagre puro diretamente sobre a pele.

Uma das formas mais utilizadas é misturar partes iguais de vinagre de maçã e água, fazendo antes um teste em uma pequena área da pele. A mistura não deve ser usada sobre feridas, cortes ou áreas inflamadas e precisa ser interrompida caso provoque ardência intensa, vermelhidão ou aumento da coceira. Também é importante evitar o contato com os olhos.

Quando o tratamento caseiro não é suficiente

A caspa pode ter diferentes causas e, em muitos casos, está relacionada à dermatite seborreica, condição inflamatória que costuma exigir produtos específicos.

Segundo a Mayo Clinic e a Academia Americana de Dermatologia, shampoos com ativos como cetoconazol, piritionato de zinco, sulfeto de selênio, ácido salicílico ou alcatrão de hulha apresentam eficácia comprovada no controle dos sintomas. Se a descamação persistir, piorar ou vier acompanhada de feridas, dor, secreção, queda de cabelo ou vermelhidão intensa, a recomendação é procurar um dermatologista para avaliação.

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