A Anvisa interditou o repelente da marca Repele porque o produto foi reprovado no teste de eficácia do princípio ativo

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar de um lote do repelente contra insetos da marca Repele após o produto ser reprovado em testes laboratoriais que avaliavam a eficácia do princípio ativo responsável pela proteção contra insetos.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União e atinge especificamente o lote 61/441, fabricado pela empresa Mavaro Indústria e Comércio de Produtos Químicos Ltda. Segundo a Anvisa, a decisão foi tomada após análise realizada pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.

Produto apresentou problema no princípio ativo

O teste identificou problemas relacionados ao IR3535, substância sintética utilizada em repelentes para afastar mosquitos e outros insetos. Esse componente funciona criando uma espécie de barreira de odor sobre a pele, confundindo o sistema olfativo dos insetos e dificultando que eles localizem a pessoa.

De acordo com o laudo técnico, o produto não apresentou a eficácia esperada durante a análise do princípio ativo. A reprovação levou a Anvisa a determinar a suspensão temporária da comercialização do lote afetado como medida preventiva.

Foto: Reprodução/Internet

Interdição é considerada cautelar

A interdição cautelar acontece quando existe suspeita de irregularidade ou risco relacionado a um produto. Nesse período, o lote não pode continuar sendo vendido até que novas análises ou providências sejam concluídas.

A Anvisa destacou que a medida vale especificamente para o lote citado na resolução publicada no Diário Oficial. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre recolhimento de outros lotes da marca.

Repelentes ganharam ainda mais atenção nos últimos anos

Nos últimos anos, repelentes passaram a ser considerados produtos importantes principalmente em períodos de aumento de doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, chikungunya e zika.

Por isso, a eficácia desses produtos é tratada como um fator essencial pelos órgãos de vigilância sanitária. Quando um repelente não apresenta o desempenho esperado, existe o risco de o consumidor acreditar que está protegido quando, na prática, a barreira contra os insetos pode não funcionar corretamente.

A orientação é que consumidores verifiquem o número do lote presente na embalagem antes de utilizar o produto e acompanhem atualizações divulgadas pelos órgãos oficiais de saúde.

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