Lei já está em vigor neste país e exige teste toxicológico do presidente após a eleição

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O presidente do Chile, José Antonio Kast, realizou voluntariamente um teste toxicológico por análise capilar em Santiago e anunciou a intenção de ampliar a exigência desse tipo de exame para autoridades públicas, incluindo o próprio chefe de Estado. A iniciativa ocorre em meio à aplicação de uma legislação recente que já determina a testagem periódica de integrantes do governo.

O exame foi feito em um centro médico da capital chilena e pago pelo próprio presidente, com divulgação prevista dos resultados. A ação também foi transmitida publicamente, como forma de reforçar a transparência na administração pública.

A legislação vigente no Chile, aprovada em 2024, estabelece que ministros e subsecretários realizem testes de detecção de drogas a cada seis meses. No entanto, o presidente ainda não está formalmente incluído na obrigatoriedade, o que motivou Kast a defender mudanças na lei.

Ampliação da regra e impacto político

Segundo o governo chileno, a proposta é estender a exigência para outras autoridades, como parlamentares, governadores, prefeitos e dirigentes partidários. A ideia é que os resultados sejam divulgados publicamente, aumentando o controle social sobre quem ocupa cargos de alta responsabilidade.

Kast afirmou que o objetivo é garantir que todas as autoridades estejam submetidas aos mesmos critérios. “Quem exerce o comando da nação deve ter as mesmas obrigações que qualquer outro servidor público”, declarou.

A discussão ganhou força após parlamentares questionarem se membros do governo já haviam cumprido a exigência legal. A maioria dos ministros e subsecretários já realizou o exame, conforme informado pelo próprio presidente.

Caso o projeto de ampliação seja aprovado pelo Congresso chileno, o país poderá se tornar um dos primeiros do mundo a exigir formalmente testes toxicológicos periódicos para o presidente da República, dentro de uma política mais ampla de transparência e controle institucional.

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