A internação de Jair Bolsonaro ocorreu na manhã desta sexta-feira (13/03) no Hospital DF Star, localizado em Brasília, após o ex-presidente apresentar febre alta, sudorese e calafrios. A equipe médica diagnosticou o quadro como broncopneumonia bacteriana e encaminhou o paciente diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O paciente encontra-se consciente, com o estado de saúde estável e sem necessidade de intubação. O cardiologista Leandro Echenique relatou uma melhora inicial do quadro nas primeiras oito horas de atendimento, destacando a redução do desconforto respiratório.
Os médicos administram antibióticos e medicação por via intravenosa. O especialista Cláudio Birolini classificou a situação como estável no momento atual, mas apontou a existência de risco de eventos potencialmente mortais associados à condição infecciosa do paciente.
Os Próximos Passos Clínicos e Prisionais
Na prática, as consequências do diagnóstico alteram a rotina de cumprimento de pena do paciente. A equipe projeta um tratamento contínuo de pelo menos sete dias dentro da UTI. Os profissionais não estabeleceram uma data para a transferência de Bolsonaro para um quarto comum ou para a sua alta hospitalar.
O ex-presidente cumpre uma condenação de 27 anos e três meses de prisão pelo crime de tentativa de golpe de Estado. Após a estabilização pulmonar completa e a liberação médica definitiva, as forças de segurança transferirão o detento de volta para a sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecida como “Papudinha“.
Histórico Médico Recente e Decisão do STF
O ex-presidente registrou múltiplos problemas de saúde desde a sua detenção. O prontuário recente inclui as seguintes ocorrências:
- Apresentação de vômitos, tontura e queda da pressão arterial em setembro do ano passado, durante a prisão domiciliar.
- Mal-estar seguido de trauma na cabeça após bater em um móvel da cela na Superintendência da Polícia Federal, em janeiro deste ano.
- Transferência para a “Papudinha” em janeiro, unidade que possui suporte médico 24 horas, fisioterapia, barras de apoio na cama e acesso à cozinha.
A defesa de Jair Bolsonaro solicitou o cumprimento da pena em prisão domiciliar, alegando fragilidade no estado de saúde do cliente. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou os recursos judiciais.
A rejeição do pedido ocorreu após uma avaliação oficial conduzida por uma junta médica da Polícia Federal. Os peritos concluíram que o ex-presidente necessita de acompanhamento contínuo, mas possui plenas condições físicas de permanecer detido nas instalações da unidade militar atual.
