Stenio Garcia mantém uma rotina discreta em uma propriedade de 1.400 m² no bairro do Camorim, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O ator divide o cotidiano com a esposa, a atriz Marilene Saade, em um refúgio ecológico cercado de áreas verdes. O terreno foi doado pelos pais de Marilene em 2005 e inclui piscina e um pomar cultivado pelo próprio casal.
O jardim tem um valor especial para o ator. Entre as árvores plantadas por ele, algumas homenageiam amigos e colegas que já morreram, como Chico Anysio, Marília Pêra, Mara Manzan e Tereza Rachel. Afastado de papéis fixos na televisão há mais de uma década, Stenio está aberto a convites, mas impõe uma condição: um ritmo de gravações menos intenso do que o que enfrentou ao dar vida ao Tio Ali, de O Clone.
Críticas ao mercado e à falta de espaço para atores mais velhos
Em entrevistas recentes, Stenio Garcia fez críticas ao cenário atual da dramaturgia brasileira. Para ele, os novos roteiristas têm dificuldade em criar tramas complexas para personagens da terceira idade. O problema, segundo o ator, é agravado pelo afastamento dos grandes autores clássicos da televisão.
O fim dos contratos de exclusividade também entrou na lista de queixas. Com a transição para o modelo de contratação por obra, os profissionais precisam buscar empreendedorismo ou outras fontes de renda para manter estabilidade financeira entre um projeto e outro.
A última participação inédita de Stenio nas novelos foi em 2018, em Deus Salve o Rei. Ele cita a carga exaustiva de trabalho que enfrentou ao interpretar o Tio Ali como referência do ritmo que não quer mais encarar.
Mais de sete décadas de carreira
Com uma trajetória que atravessa gerações, Stenio Garcia segue consolidado no imaginário do público.
Personagens em produções como Carga Pesada, O Rei do Gado e Salve Jorge garantiram ao ator um lugar entre os nomes mais reconhecidos da televisão brasileira.
Hoje, o contato com os fãs acontece de forma mais pontual, por meio de entrevistas e publicações nas redes sociais.
