O governo da Venezuela criticou o chanceler uruguaio, Mario Lubetkin, após ele descartar a retomada das relações diplomáticas entre os dois países enquanto Delcy Rodríguez permanecer no poder. As reações incluíram acusações de ingerência e ataques à posição do governo de Yamandú Orsi.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Lubetkin afirmou que o governo uruguaio considera Rodríguez tão ilegítima quanto Nicolás Maduro, descrito no texto como ditador e capturado por forças norte-americanas em janeiro.
O vice-ministro venezuelano de Políticas Antibloqueio, William Castillo Bollé, chamou o Uruguai de “província argentina” e classificou o governo de Orsi como “woke”. Em publicação, questionou o direito do governo uruguaio de criticar o Estado venezuelano e disse que Montevidéu deveria se concentrar nos próprios problemas.
Chancelaria fala em ingerência
O ministro das Relações Exteriores e Comércio Internacional da Venezuela, Félix Plasencia, também respondeu às declarações de Lubetkin. Em publicação no X, acusou o chanceler uruguaio de interferir nos assuntos internos venezuelanos e desrespeitar a soberania do país.
Plasencia classificou a posição uruguaia como “ingerência inadmissível”. Segundo ele, o futuro político da Venezuela deve ser definido por seu povo, com base na Constituição e no ordenamento jurídico do país. A chancelaria também rejeitou o que chamou de visões que desrespeitam a soberania e a autodeterminação dos povos.
As manifestações de Castillo e Plasencia foram publicadas em 12 de outubro de 2026. A resposta venezuelana ocorreu após Lubetkin afirmar que não haverá retomada das relações diplomáticas enquanto Rodríguez estiver no poder.

