O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admitiu uma ação de investigação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) por possível abuso de poder político nas eleições de 2026. Apresentado pelo partido Novo, o processo acusa o governo de concentrar medidas de forte apelo popular em ano eleitoral para favorecer a reeleição.
Segundo o Novo, a ação aponta 35 medidas anunciadas pelo governo, 12 delas durante o período eleitoral, incluindo reajustes no Bolsa Família, subsídios aos combustíveis, programas de renegociação de dívidas e a proibição das apostas esportivas.
O partido estima em R$ 73 bilhões o custo das iniciativas e questiona a abertura de 13 créditos extraordinários, que somam R$ 99,7 bilhões.
A legenda pede a cassação da chapa e a inelegibilidade de Lula e Alckmin por oito anos. O corregedor-geral do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou que os dois apresentem defesa em cinco dias. A admissão da ação não significa que as acusações foram comprovadas ou que houve condenação.
Com informações do UOL.

