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Técnica criada por pai e filha já devolveu mais de 276 mil corais aos recifes

A Coral Restoration Foundation informou que transplantou mais de 22,4 mil exemplares na Flórida em 2025. A técnica começou com o cultivo de fragmentos nos Florida Keys.

Técnica criada por pai e filha já devolveu mais de 276 mil corais aos recifes

Uma atividade escolar de ciências iniciada em 2000 nos Florida Keys ajudou a desenvolver uma técnica de restauração de recifes. O mergulhador Ken Nedimyer começou a cultivar fragmentos de coral com a filha, Kelly, que participava do programa juvenil 4-H.

A experiência mostrou que pedaços de corais quebrados podiam sobreviver e crescer em condições adequadas. A iniciativa, que inicialmente também visava produzir corais para o comércio de aquários, levou à criação da Coral Restoration Foundation, organização dedicada à propagação e ao replantio.

Em 2003, Nedimyer recebeu autorização para transplantar seis corais no Molasses Reef, nos Florida Keys. Em 2007, fundou a organização, que passou a reunir pesquisadores, mergulhadores, voluntários e grupos de conservação.

Viveiros subaquáticos

Em 2011, a fundação desenvolveu a Coral Tree, estrutura instalada no oceano para cultivar fragmentos suspensos na coluna d’água. Presos por fios a galhos artificiais, eles ficam expostos à luz e à circulação da água, com menos contato com o sedimento marinho.

Segundo a Coral Restoration Foundation, fragmentos de algumas espécies ramificadas podem atingir tamanho adequado para transplante em aproximadamente seis a nove meses. Depois, são fixados em áreas selecionadas dos recifes naturais.

No relatório referente a 2025, a organização informou que mais de 276,2 mil corais haviam sido devolvidos aos recifes de Florida Keys desde 2007. Mais de 22,4 mil exemplares foram transplantados em áreas de restauração na Flórida naquele ano.

Os viveiros mantêm diferentes espécies e variedades genéticas, mas não eliminam as ameaças aos recifes, como temperaturas elevadas, doenças, poluição e branqueamento. Uma onda de calor marinha em 2023 provocou perdas expressivas entre os corais mantidos nas estruturas da fundação.

A organização oferece atividades educativas e de mergulho para que o público conheça os viveiros e acompanhe a manutenção. A participação em transplantes depende de treinamento e das regras de segurança; algumas atividades exigem certificação de mergulho.