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Senado terá novo perfil em 2027 com 54 vagas abertas e 31 parlamentares no ‘grupo da mudança’

Plenário do Senado, que caminha para ampla renovação em 2027 (Carlos Moura/Agência Senado) O Senado caminha para ter um novo perfil em 2027. Nas eleições de 2026, dois terços do plenário – ou 54 dos 81 assentos – serão renovados, como ocorre a cada oito

Vista ampla do plenário do Senado Federal com parlamentares reunidos durante sessão deliberativa em Brasília.
Composição do Senado Federal deve mudar expressivamente a partir de 2027 com a renovação de dois terços das vagas.

Plenário do Senado, que caminha para ampla renovação em 2027 (Carlos Moura/Agência Senado)

O Senado caminha para ter um novo perfil em 2027. Nas eleições de 2026, dois terços do plenário – ou 54 dos 81 assentos – serão renovados, como ocorre a cada oito anos. A mudança deve ser impulsionada por uma debandada de até 31 parlamentares que integram o “grupo da mudança”, formado pelos que deixarão de disputar a reeleição, os que disputarão outros cargos e aqueles que se aposentarão ou darão uma pausa na vida pública.

Nove vão às urnas, mas poderão voltar

Nove congressistas buscarão outros postos no Executivo e Legislativo, mas têm mandato garantido até 2031 e poderão voltar ao Senado caso percam as disputas. É o caso de Cleitinho Azevedo (Republicanos), candidato ao governo de Minas Gerais, além de Sérgio Moro (PL) no Paraná; Renan Filho (MDB), em Alagoas; Omar Aziz (PSD), no Amazonas; e Alan Rick (Republicanos) no Acre.

Também miram a o comando de seus Estados os senadores Efraim Filho (PL-PB), Wilder Morais (PL-GO), Professora Dorinha (União-TO) e Wellington Fagundes (PL-MT).

Dez nomes disputam outros cargos e darão adeus

Outros dez senadores e senadoras estão no último ano de mandato, vão disputar outros cargos em 2026 e darão adeus ao Senado, a começar por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República e Eduardo Girão (Novo-CE), nome para a vice-presidência de Romeu Zema (Novo-MG).

Já Marcos Rogério (PL) concorre ao governo de Rondônia. Izalci Lucas (PL-DF) e Roberta Acioly (Republicanos-RR) concorrem à Câmara dos Deputados, enquanto Mara Gabrilli (PSD-SP) tentará uma vaga como deputada estadual por São Paulo.

Outros nomes buscarão uma vaga como suplentes em chapas majoritárias ao Senado: Jader Barbalho (MDB-PA), Nelsinho Trad Filho (PSD-MS), Daniella Ribeiro (PP-PB) e Dra. Eudocia (PSDB-AL).

Aposentadoria e fim de ciclo tiram mais 12

Paralelamente às candidaturas, 12 senadores e senadoras decidiram não disputar qualquer cargo eleitoral neste ciclo. O anúncio mais emblemático veio do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que oficializou a saída da vida pública em maio e frustrou os planos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de tê-lo como candidato ao governo de Minas Gerais.

“Há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer, com sentimento de dever cumprido, com muitas realizações feitas e coração tranquilo sobre essa decisão. Eu sempre disse que a gente tem uma data de entrada e uma data de saída”, disse Pacheco à época,

Seguem o mesmo caminho de aposentadoria ou pausa eleitoral Jorge Kajuru (PSB-GO), Paulo Paim (PT-RS), Confúcio Moura (MDB-RO), Fernando Dueire (PSD-PE), Flávio Arns (PSB-PR), Giordano (Podemos-SP), Irajá (PSD-TO), Ivete da Silveira (MDB-SC), Jayme Campos (União-MT), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Oriovisto Guimarães (PSDB-PR).

*Sob orientação de Gustavo Porto

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