Seis suspeitos de integrar o Comando Vermelho foram presos em Fortaleza por suspeita de participação na tortura e morte de Antônio Cosmo Martins de Barros, de 34 anos. O crime ocorreu em 19 de janeiro, após moradores acusarem a vítima de abusar sexualmente de uma menina autista de 13 anos. A acusação não foi submetida a apuração, segundo o Ministério Público do Ceará (MPCE).
Cinco dos mandados de prisão preventiva foram cumpridos na quarta-feira (23) contra pessoas que estavam em liberdade, nos bairros Quintino Cunha e Olavo Oliveira. O sexto foi cumprido contra Breno Sousa Andrade, apontado pela investigação como mandante e liderança do Comando Vermelho na comunidade; ele já estava preso por outro crime. A polícia não informou quais dos denunciados foram capturados. Outros dois denunciados estão foragidos.
De acordo com a investigação, a informação sobre a suspeita de abuso chegou a Breno, conhecido como Bê, que teria ordenado a execução. Antônio Cosmo, chamado de Có, foi retirado de casa, agredido e levado à margem do Rio Maranguapinho, onde, segundo a apuração, foi torturado e morto a pedradas e facadas. O corpo foi jogado no rio e encontrado no dia seguinte, após denúncia anônima. O Corpo de Bombeiros retirou a vítima da água.
Após o crime, suspeitos teriam voltado à comunidade e, em uma praça, confessado o assassinato e proibido moradores de chamar a polícia, conforme a investigação. O MPCE afirmou que a morte foi autorizada por uma liderança, executada coletivamente e seguida de uma ordem de silêncio.
A Justiça aceitou denúncia contra oito pessoas pelos crimes de homicídio, corrupção de menores e integração de organização criminosa. Um adolescente de 16 anos também teria participado do assassinato e foi detido em agosto, mas não está entre os denunciados no processo de homicídio.
