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Secom nega interlocução de Lula com Roberta Luchsinger após entrevista

Em 2018, a lobista filiou-se ao PT e disputou uma vaga de deputada estadual por São Paulo; recebeu pouco mais de 14 mil votos e não foi eleita.

Secom nega interlocução de Lula com Roberta Luchsinger após entrevista

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) afirmou que Luiz Inácio Lula da Silva desconhece as informações apresentadas pela lobista Roberta Luchsinger em entrevista à CNN Brasil, exibida na noite de sábado (17). Em nota, o órgão disse ainda que o presidente “jamais manteve interlocução com ela”.

O comunicado afirma que Lula nunca recebeu demandas de Luchsinger e não tem conhecimento das supostas tratativas mencionadas por ela. A Secom também declarou que “não existe nenhum contrato do governo federal com a Roberta”.

A secretaria disse estranhar a divulgação das declarações às vésperas do segundo turno das eleições de 2026. Na nota, afirmou que denúncias sem comprovação já foram usadas em outros processos eleitorais para manipular a opinião pública e classificou a repetição desse expediente como uma tentativa de tumultuar o processo democrático.

Acusações e delação

Na entrevista, Luchsinger fez acusações contra o presidente e o chamou de “canalha, covarde e grande mentiroso”. Ela também afirmou que Lula e o filho dele, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, agiriam de forma cúmplice. Segundo a lobista, Lulinha se reunia com frequência com o presidente da empreiteira portuguesa Mota-Engil, vencedora do contrato para construir o túnel Santos–Guarujá, em São Paulo.

Luchsinger reiterou que pretende firmar um acordo de delação premiada com investigadores e declarou que colaborará com a Polícia Federal. “Eu não vou poupar ninguém”, afirmou, ao dizer que incluiria nas informações eventuais referências ao presidente e ao filho dele.

Trajetória

Luchsinger ganhou projeção nacional em 2017, ao anunciar a doação de bens de luxo avaliados em R$ 500 mil a Lula. Em 2018, filiou-se ao PT e concorreu a uma vaga de deputada estadual por São Paulo. Recebeu pouco mais de 14 mil votos e não foi eleita.

Desde 2023, ela passou a intermediar contatos e comercializar acesso a autoridades federais ao lado de Lulinha, conforme a matéria relata. Mensagens divulgadas pela imprensa a mostravam apresentando-se como sócia do filho do presidente e do empresário Fernando Bittar, conhecido como “Fefo”.