A Ri Happy informou que protocolou neste domingo (18) um pedido de recuperação extrajudicial. A iniciativa busca renegociar dívidas de R$ 827,4 milhões e foi apresentada pouco mais de um mês depois de a BluSun Capital Partners assumir o controle do grupo.
Segundo o processo, credores responsáveis por 42,38% dos créditos incluídos no plano já aderiram à proposta. A empresa diz que a medida integra ações para reorganizar as finanças e adequar a estrutura financeira às necessidades da operação. A companhia atribui as dificuldades aos juros elevados, a mudanças nos hábitos de consumo, à concorrência maior e aos efeitos acumulados da pandemia.
Após o anúncio da aquisição, em 31 de agosto, o grupo iniciou uma reestruturação administrativa. Héctor Nuñe, fundador da BluSun, assumiu como CEO da Ri Happy.
A equipe de gestão inclui ainda Carlos Fernandes, como diretor de operações, Diego Motta, como diretor financeiro, Sandra Haddad, na área comercial, Alexandra Carrão, em Gente e Gestão, e Robledo Castro, à frente de tecnologia e transformação digital.
Entre as medidas em andamento estão mudanças nas equipes corporativas, a preparação para uma nova sede e iniciativas para melhorar a gestão do caixa, reduzir custos e reorganizar o capital.
A empresa também pretende aprimorar o desempenho das lojas e dos canais digitais e a experiência de compra, além de fortalecer relações com clientes, funcionários, fornecedores, franqueados e parceiros financeiros.
A Ri Happy afirmou que lojas físicas e canais digitais continuam funcionando normalmente. Segundo a empresa, as equipes seguem atendendo consumidores e se preparando para a Black Friday e o Natal. O grupo tem aproximadamente 300 lojas no Brasil, das quais cerca de 100 são franqueadas.
A recuperação extrajudicial permite negociar dívidas diretamente com credores para reorganizar pagamentos e manter as atividades. O pedido, por si só, não representa o fechamento das lojas nem a interrupção das operações.

