A deputada norte-americana María Elvira Salazar afirmou nesta sexta-feira (18) que a decisão do governo Trump de revogar os vistos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, de seus aliados e familiares, representa o início de um processo de responsabilização. A parlamentar publicou a declaração em sua conta na rede X, destacando que a revogação é “um começo” e defendeu a necessidade de “responsabilização total”.
Declaração de María Elvira Salazar
Salazar, republicana da Flórida, tem histórico de críticas à atuação de Alexandre de Moraes. Na publicação, afirmou que denuncia “abusos do ministro desde o primeiro dia” e condenou “censura, prisões e perseguição política” no Brasil, ações que, segundo ela, “são incompatíveis com qualquer sistema democrático”. Ela reiterou seu compromisso em expor medidas que, em sua visão, ameaçam a liberdade.
Anúncio oficial do governo Trump
Pouco antes da postagem da deputada, o secretário de Estado Marco Rubio anunciou oficialmente a revogação dos vistos. Segundo Rubio, o governo Trump responsabilizará estrangeiros “responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos”. A medida afeta Moraes, ministros do STF considerados aliados e familiares de todos os envolvidos.
Justificativas para a medida
Rubio afirmou que a atuação de Moraes configura uma “caça às bruxas” e ameaça direitos fundamentais de brasileiros e americanos. Ele citou decisões do ministro que impactaram plataformas digitais sediadas nos EUA, como X, Rumble e Truth Social. O secretário destacou que o governo está comprometido em proteger a liberdade de expressão.
Contexto da decisão
A decisão de revogar os vistos ocorreu no mesmo dia em que Moraes determinou medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, após operação da Polícia Federal. Em 2024, Salazar já havia revelado que parlamentares dos EUA consideravam revogar vistos de autoridades brasileiras que atuassem contra a liberdade de expressão, antecipando medidas como a anunciada por Rubio.
Histórico das críticas e medidas anteriores
Salazar tem mantido posição consistente contra atos que considera violar liberdades democráticas no Brasil. Ao longo do último ano, alertou sobre possíveis sanções contra autoridades brasileiras, reforçando seu papel como uma das vozes republicanas mais ativas neste tema. A decisão anunciada agora materializa advertências feitas anteriormente no Congresso dos EUA.
