Presente em festas de aniversário e lanchonetes, o quibe se tornou um dos salgados populares no Brasil depois que imigrantes sírio-libaneses adaptaram a receita original. A troca da carne de cordeiro pela bovina ajudou o quitute a ganhar espaço no país.
O alimento chegou com imigrantes entre o fim do século XIX e o início do século XX. A receita tem origem na região onde hoje ficam o Líbano e a Síria. O nome vem do árabe kibbeh, que significa “bola” ou “formado à mão”.
Na preparação original, eram usados carne de cordeiro moída, bulgur — uma espécie de trigo triturado — e temperos como hortelã, pimenta síria e cebola. Famílias árabes preparavam o quibe cru e o serviam como refeição nobre em ocasiões especiais, acompanhado de azeite, coalhada e pão sírio, segundo o livro The Oxford Companion to Food, de Alan Davidson, publicado em 1999.
Variações da receita
Ao chegar ao Brasil, os imigrantes perceberam que a carne de cordeiro não era tão popular no país e fizeram a substituição pela carne de boi. Com o passar do tempo, surgiram outras versões: o quibe passou a ser servido frito, assado, na travessa e recheado com queijo, coalhada ou requeijão.
Assim como as esfirras, o salgado de origem árabe foi incorporado à rotina brasileira. Hoje, aparece em festas de aniversário, casamentos e outros eventos sociais, ao lado de opções como coxinhas e pães de queijo. O quibe também virou referência em um hit musical dos anos 1990 e, mais tarde, em meme na internet.
