Cerca de mil pessoas marcharam na quinta-feira (24) por Manhattan, em Nova York, para protestar contra a presença do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu na Assembleia Geral da ONU. A mobilização, convocada pela organização Jewish Voice for Peace, terminou em um sit-in diante da sede das Nações Unidas, dispersado pela polícia.
Os manifestantes, muitos deles judeus, levaram cartazes e gritaram palavras de ordem contra Netanyahu. Entre elas, “Netanyahu, você não pode se esconder. Nós o acusamos de genocídio!”. A manifestação ocorreu no mesmo dia em que o premiê discursava na Assembleia Geral.
Após a marcha, centenas de pessoas participaram do sit-in. A polícia de Nova York interveio, e a Jewish Voice for Peace afirmou em suas redes sociais que centenas de manifestantes foram presos. Entre os detidos estava a atriz Susan Sarandon. Segundo o New York Post, a atriz Hannah Einbinder também foi retirada do local.
Uma porta-voz da polícia disse que a intervenção ocorreu porque a manifestação não estava autorizada e bloqueava um cruzamento. Segundo ela, os participantes continuaram no local mesmo após pedidos para sair.
Manifestantes dizem que Netanyahu não os representa
Uma manifestante identificada como Lily afirmou à RFI que Netanyahu “é um criminoso de guerra e deve prestar contas” e acusou suas ações de constituírem genocídio. Ela também disse que mais pessoas nos Estados Unidos estariam entendendo a necessidade de mobilização.
Paul, aposentado judeu que participou do protesto com amigos, disse que muitos judeus apoiam a liberdade dos palestinos e não se sentem representados pelas ações de Israel. A manifestação foi organizada para contestar a ideia de que a presença de Netanyahu em Nova York tivesse respaldo da comunidade judaica local.
A correspondente da RFI em Nova York, Carrie Nooten, afirmou que Netanyahu era alvo de um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional em novembro de 2024.
