Pular para o conteúdo
Informação com credibilidade e agilidade
Brasil

“Problema não é o desconto, mas sim se este desconto está sendo feito corretamente”, diz ministro de Lula

Ministro Luiz Marinho defende descontos em folha no INSS, desde que autorizados

“Problema não é o desconto, mas sim se este desconto está sendo feito corretamente”, diz ministro de Lula — Bra
Ministro Luiz Marinho defende descontos em folha no INSS, desde que autorizados

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta semana que não vê motivos para o fim dos descontos em folha nos benefícios do INSS, desde que sejam feitos com a devida autorização dos beneficiários. A declaração ocorre no contexto da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga um esquema nacional de cobranças indevidas de mensalidades associativas de aposentados e pensionistas.

“O problema não é o desconto em folha, mas sim se este desconto está sendo feito corretamente”, declarou Marinho em entrevista à Agência Brasil.

O ministro explicou que a irregularidade ocorre quando há descontos sem autorização explícita por parte dos beneficiários. Segundo ele, o mecanismo em si é legal, desde que seguido com base na transparência e na vontade do segurado.

“O que é preciso é checar se o beneficiário autorizou o desconto. Que não pode ser incluído na folha [do INSS] sem a segurança de que o seu José, a dona Maria, de fato o autorizaram”, reforçou.

Declarações firmes contra fraudes

Luiz Marinho reiterou que, quando comprovada a autorização do beneficiário, não há ilegalidade no procedimento. Para ele, o sistema de repasse de mensalidades associativas pode continuar existindo, desde que auditado e fiscalizado com rigor.

“Conferindo se o trabalhador se associou e, de fato, autorizou o desconto da mensalidade, não haveria nenhuma irregularidade”, afirmou.

Ele também reconheceu que algumas entidades podem ter manipulado os dados para justificar cobranças ilegais, o que deve ser investigado e punido.

“O que está sendo denunciado é que [algumas] entidades manipularam o processo de informação, dizendo, por exemplo, que a dona Maria se associou [à determinada organização] e autorizou os descontos, quando ela não o fez. Isso é uma ilegalidade passível de punição”, declarou.

Marinho afirmou que o governo federal está empenhado em apurar os casos e responsabilizar os envolvidos.

“Vamos até as últimas consequências. Quem aprontou tem que pagar”, concluiu o ministro.

Contexto: operação investiga fraude bilionária

A Operação Sem Desconto revelou um esquema que teria movimentado R$ 2,8 bilhões em 2024, com base em cobranças de mensalidades associativas diretamente dos benefícios do INSS. Dados do próprio instituto mostram um crescimento constante nesses descontos desde 2016.

O INSS já recebeu mais de 1,163 milhão de pedidos de cancelamento de cobranças entre janeiro de 2023 e maio de 2024, a maioria sob a alegação de que não havia autorização para os descontos.

Como resposta imediata, o INSS suspendeu todos os acordos de cooperação técnica com associações, sindicatos e entidades representativas, e bloqueou os descontos automáticos nos benefícios. A AGU também atua na recuperação dos valores desviados e no bloqueio de bens dos investigados.

Participe

Como você avalia esta notícia?

2 comentários

  1. Eu tenho um benefício do INSS pois agora eu sou detetive particular pois eu tenho um benefício do INSS pois agora eu sou detetive particular pois eu ganho 400 por dia então como eu faço para cancelar meu benefício do INSS meu CNPJ 12310908000180

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *