De acordo com o site Axios, o governo dos Estados Unidos orientou agências federais a adotarem uma classificação mais branda para a maconha, flexibilizando as restrições envolvendo o uso da substância. No final do ano passado, o presidente Donald Trump já havia assinado uma ordem recomendando adotar uma nova classificação para a maconha.
Segundo o UOL, a Administração de Combate às Drogas (DEA, na sigla em inglês) planeja anunciar uma nova audiência administrativa, como parte da reclassificação da substância.
Maconha atualmente está no mesmo grupo que a heroína e o ecstasy
Atualmente, o governo dos Estados Unidos classifica a maconha como uma droga de alto potencial de abuso e sem uso médico aceito, no mesmo grupo que a heroína e o ecstasy. Ainda que, curiosamente, a droga seja legalizada em 40 estados do países, seja para usos médicos ou recreativos. No texto, Trump orienta Pam Bondi, a procuradora-geral dos EUA na época, a colocar a substância em uma categoria menos perigosa, ao lado de analgésicos prescritos. A reclassificação não mudaria o fato de que a maconha continua sendo ilegal a nível federal.
Trump afirmou que “os fatos obrigam o governo federal a reconhecer que a maconha pode ser legítima em termos de aplicações medicinais quando administrada com cuidado.”
A gestão de Joe Biden já tinha recomendado a reclassificação da maconha para o mesmo grupo que a gestão de Trump indicou, mas a medida ficou paralisada em disputas legais e em uma audiência administrativa pendente na DEA.
De acordo com um levantamento do The Economist/YouGov, a maioria dos moradores dos Estados Unidos apoia relaxar as restrições à maconha. 53% dos adultos são a favor da legalização. Entre os republicanos, o apoio é de 35%.
