O PL divulgou uma nota no dia 26 reconhecendo o resultado da eleição presidencial proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No comunicado, o partido também defendeu que os questionamentos sobre o pleito sejam esclarecidos em um debate político democrático.
“Reconhecemos o resultado presidencial proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático”, afirma a nota.
O partido diz que Flávio Bolsonaro venceu o primeiro turno com vantagem de 2,2 milhões de votos e atribui o resultado diferente do segundo turno a um cenário com “medidas fortemente eleitoreiras”. Entre os pontos citados estão a ampliação de gastos públicos com benefícios sociais às vésperas da votação, que, segundo o PL, levanta dúvidas sobre a justiça do processo eleitoral.
Uma apuração de bastidores relata que a divulgação da nota ocorreu após medidas cautelares contra Flávio e que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) teriam alertado dirigentes do partido sobre a possibilidade de prisão do senador nos próximos dias, caso ele não encerrasse os questionamentos sobre o resultado. Essa informação não é apresentada como confirmação de uma ordem de prisão.
Em decisão sob sigilo, o ministro Alexandre de Moraes proibiu Flávio de manter contato com Willer Tomaz, empresário e advogado. Também determinou o cancelamento do passaporte brasileiro do senador e a entrega, em até 24 horas, de documentos de viagem de outras nacionalidades em seu nome. A Polícia Federal intimou Flávio nesta segunda-feira (26) para cumprir as medidas.
A nota ainda destacou a bancada eleita pelo PL: 121 deputados federais, 29 senadores, 229 deputados estaduais e distritais e seis governadores.

