Levantamento PoderData/Aya indica que 11% dos entrevistados disseram não ter comparecido às urnas no primeiro turno das eleições gerais. Outros 89% afirmaram ter votado. A pesquisa foi realizada em 23 e 24 de outubro, antes do segundo turno.
O índice declarado ficou abaixo da abstenção oficial, de 21,08%, a maior desde 1998. O estudo ouviu 4.000 pessoas e tem margem de erro de 1,6 ponto percentual. A diferença entre as respostas e o dado oficial evidencia a dificuldade de pesquisas eleitorais para estimar a ausência dos eleitores.
A participação pode ser ainda menor no segundo turno. Entre os fatores apontados estão a desmotivação de eleitores que não se identificam com os candidatos restantes e a ausência de disputas para governos estaduais em unidades da Federação onde a eleição foi definida no primeiro turno.
As campanhas de Flávio e Lula tentam reduzir a abstenção. Flávio busca ampliar a vantagem obtida na primeira etapa, enquanto Lula tenta uma virada.
Um relatório do BTG divulgado em 20 de outubro avaliou que a redução da abstenção, isoladamente, poderia diminuir a vantagem do senador, mas não bastaria para alterar o resultado presidencial. Para isso, seria necessária uma queda de 3 a 13 pontos percentuais na abstenção nacional, movimento inédito na série histórica brasileira.
No cruzamento entre ausência no primeiro turno e intenção de voto para o segundo, 12% dos eleitores que disseram votar em Lula afirmaram não ter votado em 4 de outubro. Entre os que declararam voto em Flávio, o percentual foi de 8%.
O levantamento foi feito por telefone em 914 municípios das 27 unidades da Federação, tem intervalo de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-02828/2026.

