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Lula e Flávio Bolsonaro fazem atos finais antes de segundo turno incerto

O Datafolha apontou 50% das intenções de voto para cada candidato. Lula tinha ato previsto na Avenida Paulista após a mobilização no Rio.

Lula e Flávio Bolsonaro fazem atos finais antes de segundo turno incerto

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) encerraram neste sábado (24) a campanha para o segundo turno da eleição presidencial de 2026 com atos em diferentes cidades. Em Copacabana, no Rio de Janeiro, apoiadores acompanharam Lula; em Belo Horizonte, centenas de motociclistas e famílias participaram de uma mobilização em apoio a Flávio.

Pesquisas divulgadas antes da votação de domingo (25) indicaram empate entre os candidatos. No Datafolha, publicado na quinta-feira, ambos registraram 50% das intenções de voto. A disputa mobilizou eleitores de direita, que buscam confirmar a vantagem de Flávio no primeiro turno, e apoiadores de Lula, que esperam uma virada.

Em Copacabana, Lula percorreu a orla em uma caminhonete e falou sobre soberania nacional. “O povo tem que escolher: ou alguém que beija a bandeira nacional ou alguém que beija a bandeira americana”, afirmou. Depois do ato no Rio, a previsão era que ele seguisse para a Avenida Paulista, em São Paulo.

Em Belo Horizonte, Flávio participou de uma mobilização na Praça da Liberdade. O senador defendeu a liberdade e disse que o país precisa melhorar por meio do trabalho. Mais tarde, pretendia visitar a casa na Barra da Tijuca, no Rio, onde Jair Bolsonaro se recuperou depois de ser esfaqueado durante a campanha de 2018.

No debate de sexta-feira, Lula criticou a experiência do adversário, enquanto Flávio questionou o custo de vida e as propostas do presidente. O senador pediu desculpas após mencionar a amputação de um dedo de Lula em uma crítica a benefícios sociais.

Flávio prometeu endurecer o combate ao crime, defender o livre mercado e estreitar relações com os Estados Unidos. Lula busca um quarto mandato e aposta na rejeição à volta da família Bolsonaro ao poder. A eleição também é acompanhada por países da América Latina.