Partidos que não declararam apoio a candidatos no primeiro turno da eleição presidencial começaram a avaliar possíveis alianças para um eventual segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). União Brasil e PP, reunidos na federação União Progressista, têm reunião marcada para terça-feira (06), enquanto Republicanos, MDB e Solidariedade também aparecem nas articulações.
As conversas podem avançar já na próxima semana, após a votação de domingo. Além de indicar quais candidatos passarão à etapa seguinte, o resultado do primeiro turno deverá ser observado como sinal da força dos grupos políticos no Congresso Nacional e nos governos estaduais.
Federação discute posição
A União Progressista marcou a reunião de terça-feira para discutir a posição do grupo na disputa presidencial. União Brasil e PP mantiveram neutralidade na primeira etapa, mas Flávio Bolsonaro passou a buscar diálogo direto com dirigentes nacionais das legendas durante a campanha.
Integrantes da federação defendem internamente uma aproximação com o candidato do PL, mas a possibilidade não é consensual. Em São Paulo, o PP já manifesta preferência por apoiar Flávio. Lideranças e grupos políticos do Nordeste, por outro lado, defendem uma relação mais próxima com Lula.
Como União Brasil e PP formam uma federação partidária, a decisão deverá ser conjunta, com uma posição única em âmbito nacional. Embora as direções não tenham declarado oficialmente apoio a Lula, as duas legendas mantêm integrantes no governo federal comandado pelo petista. Esse aspecto também pesa nas discussões internas.
Outras siglas entram nas articulações
O Republicanos pode ser procurado pelas campanhas dos dois candidatos. A legenda tem como principal liderança em São Paulo o governador Tarcísio de Freitas, que, segundo o texto, deve conquistar a reeleição no estado. O MDB também é citado: neutro na disputa nacional no primeiro turno, o partido permitiu que diretórios estaduais formassem alianças conforme os cenários locais.
As campanhas já avaliam possíveis movimentos caso a eleição chegue à segunda etapa. O PT pretende conversar com candidatos que não avançarem e com seus partidos para ampliar o apoio político. Flávio Bolsonaro também deverá buscar novas alianças. As negociações podem envolver, além dos candidatos derrotados, dirigentes partidários e parlamentares eleitos.
